segunda-feira, 9 de abril de 2012

Temporada 2012 em Novo Formato!

Durante a temporada 2011, trouxemos para você diversos temas ligados ao universo das redes sociais. Desde conceitos básicos, até os hits do momento, como a Primavera Árabe e o Churrasco de Casamento do Príncipe William. 

Este ano, já vivemos dois memes, o da "Luiza no Canadá" e o "Para Nossa Alegria", e a promessa é de que mais coisas venham por aí.

De qualquer forma, não tem como falar de redes sociais sem pensar em interatividade, não é mesmo?

Por isso, pensando em você, que acompanhou o nosso blog durante toda a temporada de 2011, resolvemos mudar um pouco a dinâmica das postagens: a partir de agora, você passa a fazer parte de nossa equipe de pauta! 

Às vezes, traremos opções para que você escolha a mais interessante; em outras, o tema será o sugerido por você, que deixará seu comentário aqui no Blog, em nossa página no Facebook, ou pelo e-mail reseau.rmts@gmail.com.

Peça! Sugira! Opine!

Afinal de contas, interagir é preciso!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Trend Topics: o IBOPE das Redes Sociais

Em tempos de redes sociais cada vez mais presentes no nosso quotidiano, nada mais natural que alguns comportamentos e termos utilizados por nós no mundo real sejam transpostos para o universo virtual. Hoje, o assunto de nossa discussão é a medição de audiência, uma informação vital para as empresas, já que simboliza o interesse direto da população por determinada entidade, podendo viabilizar ou mesmo aniquilar empresas e negócios.

No Brasil, quando se fala de audiência de programas de rádio e TV, o índice mais famoso é o elaborado pelo IBOPE desde a década de 1940. Tanto é que falar de IBOPE, por si só, já é sinônimo de audiência, sendo um termo utilizado mesmo fora dos ambientes profissionais como expressão popular. Quem não já se sentiu "com o IBOPE em baixa" em algum momento da vida?

O mundo das redes sociais, por sua vez, tem nos Trend Topics (especialmente do Twitter) o principal termômetro da audiência. É comum ver notícias na internet que remetem ao fato de que determinado evento ou fenômeno tornou-se um dos tópicos mais comentados no Brasil e no mundo (detalhe: o Brasil é um país que constantemente produz Trend Topics mundiais). Apesar de qualquer palavra ou expressão poder entrar para a lista dos tópicos mais comentados, o mais comum é o uso de hashtags, aquelas seguidas do #. Algumas regrinhas até já foram divulgadas pela internet mostrando como elaborar hashtags eficientes e propagáveis; porém, mesmo com o uso correto deste dispositivo, não se pode garantir que determinado assunto torne-se um Trend Topic

O que dizer, então, de uma marca corporativa, ou mesmo de um produto ou serviço?

Diferentemente do uso mercadológico que as ferramentas AdWords ou AdSense promovem nos ambientes dos sites de busca (neste caso, especificamente do Google), ainda não é possível fabricar Trend Topics de maneira eficiente. Afinal de contas, pode-se fabricar propaganda, mas não se fabrica audiência. 

Quer dizer que não é possível transformar minha marca num Trend Topic?

Por mais desapontador que isso possa parecer, a maneira mais fácil de aparecer nas redes sociais é fazendo bobagem. No caso das empresas, estamos falando de problemas de fornecimento, mau atendimento ou notícias negativas. E isso, certamente, nenhum empresário gosta de ver associado à sua marca. Trata-se do velho princípio de que o silêncio do consumidor, em marketing, pode ser encarado como algo positivo. 

Em todo o caso, se uma empresa deseja ter seu nome na lista dos mais vistos pelos internautas, de modo a, incrementar sua estratégia de comunicação de marketing, é necessário que esta estratégia seja desenvolvida de modo que vá além das próprias redes sociais. Afinal de contas, as pessoas gostam e disseminam ideias, fatos e eventos interessantes, independente de onde eles tenham surgido ou ocorrido. Em  textos anteriores, já discutimos como os meios de comunicação novos e tradicionais estão fortemente ligados, e o resultado é amplamente demonstrado na internet.

No fim das contas, pensar na estratégia é preciso!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Pomada, as Corujas, e a Rede...

3612 seguidores no Twitter e 33.625 membros na fan-page do Facebook: números aparentemente inexpressivos para uma grande iniciativa nas redes sociais, se não fossem os números muito maiores que estão escondidos: até o fechamento deste post, eram 168.700 bebês cadastrados, o que significa um contingente de 337.400 pais e mães-corujas divulgando seus pimpolhos candidatos nas redes sociais, o que significa o envolvimento indireto que chega à casa dos milhões. Estes são os números da campanha Bebê Hipoglós 2011, que premiará com 10 mil reais o bebê mais votado da rede, e colocará a criança escolhida em posição de destaque na mídia: será o bebê mais votado da internet brasileira, um orgulho para qualquer papai e mamãe (de primeira viagem ou não)!

Onde está o segredo para tanto envolvimento?

Sozinhos, os números desta campanha já são impressionantes. Se compararmos com os números da primeira edição da campanha (70 mil bebês inscritos), ocorrida em 2006, ficaremos mais impressionados. Mas, o que dizer quando se trata de uma marca que está no mercado há 72 anos, dos quais 57 sem fazer grandes investimentos em propaganda, confiando apenas na tradição passada entre gerações? 

Não são todas as marcas que possuem toda essa capacidade de vinculação emocional com as pessoas. Ainda por cima em um mundo onde todos os dias dezenas de novas marcas entram no mercado, disputando a atenção de clientes e consumidores. Desta forma, fica claro que as redes sociais fazem a diferença, mas que, se sua empresa tiver um nome consolidado no mercado, o impacto será bem maior.

No fim das contas, trabalhar a própria marca é preciso!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Feriado da Proclamação da República

Em virtude do feriado da Proclamação da República, não teremos publicação nesta segunda-feira.

Voltaremos na semana que vem.

Bom feriado!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais engajados, mais cultos e mais bem-humorados: a sociedade perfeita das redes sociais.

Se, no lema dos jogos olímpicos, a expressão "citius, altius, fortius" (mais rápido, mais alto, mais forte) representava uma das formas de conceber o ideal de ser humano desejado pela sociedade grega, não é leviano dizer que, na sociedade ocidental de hoje, o modelo de ideal de ser humano não deixa de contemplar valores como o engajamento social e político, a elevação cultural e, por último, mas não em menor grau, o senso de humor.

Todos queremos ser conhecidos como seres humanos exemplares, cultos e felizes, que esbanjam diuturnamente energia, sabedoria e bom humor. É claro que isso não é uma constante na nossa vida, nem tudo acontece simultaneamente, mas aí é que está a força do ideal: fazer o praticamente impossível, possível. É nessa perspectiva que se multiplicam nas redes sociais os convites para jogos, as correntes de solidariedade, além das várias tirinhas com trollagens e piadas dos mais variados temas.

Essa "sociedade ideal", que se forma nas redes sociais, não admite que você simplesmente não esteja disposto a jogar, a compartilhar, a se engajar... Aquele que não aceita uma solicitação de jogo, não compartilha uma corrente (a célebre frase "se você gostou, compartilhe" não é a essência de uma corrente?), ou simplesmente não curte aquela imagem extremamente engraçada, é visto como chato, antissocial ou simplesmente sem senso de humor.

Será neste mundo de mensagens incômodas que as mensagens das empresas vão começar a se infiltrar? Que pontos as empresas devem ter em mente na hora de se comunicar com seus atuais e potencias clientes?

No fim das contas, ser crítico é preciso!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Social CRM: as novas fronteiras do relacionamento com o cliente

Quando se pensa no uso das redes sociais pelas empresas, o grande expoente, sem dúvida, é o relacionamento com os clientes. Cada dia que passa, mais e mais empresas abrem suas contas em plataformas como Facebook e Twitter, com o objetivo de saber o que se fala a respeito de suas marcas, além de interagir diretamente com seus atuais e potenciais clientes. É claro que muitas empresas ainda estão aprendendo a utilizar essas novas ferramentas de modo satisfatório, mas o futuro é bastante promissor nesse sentido, tanto para clientes, como para empresas, e mesmo para os profissionais de mercado que buscam novos horizontes.

Essa tendência natural de associar a atuação nas redes sociais com a área de marketing das empresas pode levar a algumas reflexões sobre o processo de relacionamento com os clientes, especialmente no que se refere à caixa de ferramentas do profissional de marketing: o que fazer com as ferramentas tradicionais de CRM? É possível conciliar as redes sociais com estas ferramentas?

Dentro dessa perspectiva, nasce o conceito de social-CRM, que visa aliar as novidades das redes sociais com as já consolidadas ferramentas de relacionamento com o cliente. Não é uma abordagem de elaboração fácil, mas as empresas que estão implementando já conseguem ver a diferença na qualidade do relacionamento, pois as informações existentes nas redes sociais são muito mais ricas do que qualquer cadastro interno, e o feedback do cliente acaba sendo bem mais amplificado do que pode ser pelos canais convencionais.

No que diz respeito ao processo de implantação de projetos de social-CRM, a Equipe Réseau recomenda os conselhos do Prof. Mario Faria, da Business School São Paulo, que elenca sete princípios que devem ser considerados:
  1. Implementação difícil;
  2. Grandes investimentos em tecnologia;
  3. Capacitação da equipe técnica envolvida;
  4. Necessidade de mais de um fornecedor externo;
  5. Suporte de uma metodologia de trabalho;
  6. Implementação ou revisão de processos;
  7. Grandes prazos para implementação
O detalhamento destes princípios você encontra clicando aqui.

De qualquer forma, estar antenado é importante, e pensar em como sua empresa pode se beneficiar desta nova abordagem faz toda a diferença.

No fim das contas, relacionar-se é preciso!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Banda Larga Lá e a Banda larga Cá (2)

No dia 28 de março, a Equipe Réseau discutiu com você como o desempenho da internet banda larga no Japão, mesmo após os terremotos que afetaram a região da usina de Fukushima, era superior ao brasileiro em condições normais. Destacou-se que as pessoas estavam utilizando as redes sociais para elaborar listas de desaparecidos e pessoas encontradas e hospitalizadas, além de enviar notícias a parentes e amigos situados em outras regiões do país e do planeta.

Hoje, a qualidade da internet brasileira voltará à pauta deste blog, já que é imprescindível para o crescimento do uso e a ampliação das potencialidades das redes sociais que a infraestrutura disponível atenda à demanda da população por conectividade. Desta vez, serão utilizados os dados da Net Index, empresa que compara e elabora um ranking mensal do desempenho da internet em todo o planeta, baseado em testes realizados pela Speedtest.net, no que se refere a variáveis como taxa de upload, índice de qualidade, índice de valor e índice de promessa. Considerando que a principal métrica de qualidade da internet, e que afeta sensivelmente esta percepção na perspectiva dos consumidores é a taxa de download, será a partir dela que será conduzida esta análise. 

Como não poderia deixar de ser (afinal de contas, é claro que não houve melhoras significativas na internet brasileira ao longo dos últimos seis meses), e considerando a posição econômica do Brasil no cenário mundial, os números relativos à taxa de download podem ser considerados, no mínimo, preocupantes. Se, por um lado, a média mundial de velocidade de download de 9,17 Mbps pode deixar o Brasil (5,87 Mbps) numa situação não tão desconfortável, constatar que o país ocupa a posição número 63 no ranking global não é nada animador. Tristeza que aumenta ao se constatar que vizinhos latino-americanos como Trinidad e Tobago e Chile estiverem nas posições 52 (7,11 Mbps) e 57 (6,61 Mbps), respectivamente, e que o primeiro colocado da lista, a Lituânia, possui a assombrosa taxa de 32,41 Mbps.

Comparando-se as principais cidades do planeta, São Paulo aparece como segunda colocada quando se trata do número de endereços IP disponíveis, com quase 1,5 milhão de unidades. Sua taxa média de download é de 6,81 Mbps, cerca de 1 Mbps maior que a média nacional, mas muito longe das 30 maiores "velo-cidades" do planeta (única lista disponibilizada pelo site). Só para que você tenha uma ideia, Québec, no Canadá, que ocupa a posição de número 30 entre as maiores "velo-cidades", tem taxa de 17,92 Mbps, quase duas vezes e meia a paulistana. Vilnius, na Lituânia, é a pole-position, com 36,85 Mbps médios, quase seis vezes mais!

Pensar em inclusão digital e maior participação das pessoas nas redes sociais com taxas iguais a estas é bastante complicado. O desafio está mais do que lançado, e espera-se que o Plano Nacional de Banda Larga ajude a melhorar esse cenário tão desanimador. Se já somos um dos povos mais conectados do planeta com essas taxas pífias, o que dizer quando atingirmos níveis mais condizentes com nossa pujança econômica?

No fim das contas, cobrar melhorias é preciso!