segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Trend Topics: o IBOPE das Redes Sociais

Em tempos de redes sociais cada vez mais presentes no nosso quotidiano, nada mais natural que alguns comportamentos e termos utilizados por nós no mundo real sejam transpostos para o universo virtual. Hoje, o assunto de nossa discussão é a medição de audiência, uma informação vital para as empresas, já que simboliza o interesse direto da população por determinada entidade, podendo viabilizar ou mesmo aniquilar empresas e negócios.

No Brasil, quando se fala de audiência de programas de rádio e TV, o índice mais famoso é o elaborado pelo IBOPE desde a década de 1940. Tanto é que falar de IBOPE, por si só, já é sinônimo de audiência, sendo um termo utilizado mesmo fora dos ambientes profissionais como expressão popular. Quem não já se sentiu "com o IBOPE em baixa" em algum momento da vida?

O mundo das redes sociais, por sua vez, tem nos Trend Topics (especialmente do Twitter) o principal termômetro da audiência. É comum ver notícias na internet que remetem ao fato de que determinado evento ou fenômeno tornou-se um dos tópicos mais comentados no Brasil e no mundo (detalhe: o Brasil é um país que constantemente produz Trend Topics mundiais). Apesar de qualquer palavra ou expressão poder entrar para a lista dos tópicos mais comentados, o mais comum é o uso de hashtags, aquelas seguidas do #. Algumas regrinhas até já foram divulgadas pela internet mostrando como elaborar hashtags eficientes e propagáveis; porém, mesmo com o uso correto deste dispositivo, não se pode garantir que determinado assunto torne-se um Trend Topic

O que dizer, então, de uma marca corporativa, ou mesmo de um produto ou serviço?

Diferentemente do uso mercadológico que as ferramentas AdWords ou AdSense promovem nos ambientes dos sites de busca (neste caso, especificamente do Google), ainda não é possível fabricar Trend Topics de maneira eficiente. Afinal de contas, pode-se fabricar propaganda, mas não se fabrica audiência. 

Quer dizer que não é possível transformar minha marca num Trend Topic?

Por mais desapontador que isso possa parecer, a maneira mais fácil de aparecer nas redes sociais é fazendo bobagem. No caso das empresas, estamos falando de problemas de fornecimento, mau atendimento ou notícias negativas. E isso, certamente, nenhum empresário gosta de ver associado à sua marca. Trata-se do velho princípio de que o silêncio do consumidor, em marketing, pode ser encarado como algo positivo. 

Em todo o caso, se uma empresa deseja ter seu nome na lista dos mais vistos pelos internautas, de modo a, incrementar sua estratégia de comunicação de marketing, é necessário que esta estratégia seja desenvolvida de modo que vá além das próprias redes sociais. Afinal de contas, as pessoas gostam e disseminam ideias, fatos e eventos interessantes, independente de onde eles tenham surgido ou ocorrido. Em  textos anteriores, já discutimos como os meios de comunicação novos e tradicionais estão fortemente ligados, e o resultado é amplamente demonstrado na internet.

No fim das contas, pensar na estratégia é preciso!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Pomada, as Corujas, e a Rede...

3612 seguidores no Twitter e 33.625 membros na fan-page do Facebook: números aparentemente inexpressivos para uma grande iniciativa nas redes sociais, se não fossem os números muito maiores que estão escondidos: até o fechamento deste post, eram 168.700 bebês cadastrados, o que significa um contingente de 337.400 pais e mães-corujas divulgando seus pimpolhos candidatos nas redes sociais, o que significa o envolvimento indireto que chega à casa dos milhões. Estes são os números da campanha Bebê Hipoglós 2011, que premiará com 10 mil reais o bebê mais votado da rede, e colocará a criança escolhida em posição de destaque na mídia: será o bebê mais votado da internet brasileira, um orgulho para qualquer papai e mamãe (de primeira viagem ou não)!

Onde está o segredo para tanto envolvimento?

Sozinhos, os números desta campanha já são impressionantes. Se compararmos com os números da primeira edição da campanha (70 mil bebês inscritos), ocorrida em 2006, ficaremos mais impressionados. Mas, o que dizer quando se trata de uma marca que está no mercado há 72 anos, dos quais 57 sem fazer grandes investimentos em propaganda, confiando apenas na tradição passada entre gerações? 

Não são todas as marcas que possuem toda essa capacidade de vinculação emocional com as pessoas. Ainda por cima em um mundo onde todos os dias dezenas de novas marcas entram no mercado, disputando a atenção de clientes e consumidores. Desta forma, fica claro que as redes sociais fazem a diferença, mas que, se sua empresa tiver um nome consolidado no mercado, o impacto será bem maior.

No fim das contas, trabalhar a própria marca é preciso!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Feriado da Proclamação da República

Em virtude do feriado da Proclamação da República, não teremos publicação nesta segunda-feira.

Voltaremos na semana que vem.

Bom feriado!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais engajados, mais cultos e mais bem-humorados: a sociedade perfeita das redes sociais.

Se, no lema dos jogos olímpicos, a expressão "citius, altius, fortius" (mais rápido, mais alto, mais forte) representava uma das formas de conceber o ideal de ser humano desejado pela sociedade grega, não é leviano dizer que, na sociedade ocidental de hoje, o modelo de ideal de ser humano não deixa de contemplar valores como o engajamento social e político, a elevação cultural e, por último, mas não em menor grau, o senso de humor.

Todos queremos ser conhecidos como seres humanos exemplares, cultos e felizes, que esbanjam diuturnamente energia, sabedoria e bom humor. É claro que isso não é uma constante na nossa vida, nem tudo acontece simultaneamente, mas aí é que está a força do ideal: fazer o praticamente impossível, possível. É nessa perspectiva que se multiplicam nas redes sociais os convites para jogos, as correntes de solidariedade, além das várias tirinhas com trollagens e piadas dos mais variados temas.

Essa "sociedade ideal", que se forma nas redes sociais, não admite que você simplesmente não esteja disposto a jogar, a compartilhar, a se engajar... Aquele que não aceita uma solicitação de jogo, não compartilha uma corrente (a célebre frase "se você gostou, compartilhe" não é a essência de uma corrente?), ou simplesmente não curte aquela imagem extremamente engraçada, é visto como chato, antissocial ou simplesmente sem senso de humor.

Será neste mundo de mensagens incômodas que as mensagens das empresas vão começar a se infiltrar? Que pontos as empresas devem ter em mente na hora de se comunicar com seus atuais e potencias clientes?

No fim das contas, ser crítico é preciso!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Social CRM: as novas fronteiras do relacionamento com o cliente

Quando se pensa no uso das redes sociais pelas empresas, o grande expoente, sem dúvida, é o relacionamento com os clientes. Cada dia que passa, mais e mais empresas abrem suas contas em plataformas como Facebook e Twitter, com o objetivo de saber o que se fala a respeito de suas marcas, além de interagir diretamente com seus atuais e potenciais clientes. É claro que muitas empresas ainda estão aprendendo a utilizar essas novas ferramentas de modo satisfatório, mas o futuro é bastante promissor nesse sentido, tanto para clientes, como para empresas, e mesmo para os profissionais de mercado que buscam novos horizontes.

Essa tendência natural de associar a atuação nas redes sociais com a área de marketing das empresas pode levar a algumas reflexões sobre o processo de relacionamento com os clientes, especialmente no que se refere à caixa de ferramentas do profissional de marketing: o que fazer com as ferramentas tradicionais de CRM? É possível conciliar as redes sociais com estas ferramentas?

Dentro dessa perspectiva, nasce o conceito de social-CRM, que visa aliar as novidades das redes sociais com as já consolidadas ferramentas de relacionamento com o cliente. Não é uma abordagem de elaboração fácil, mas as empresas que estão implementando já conseguem ver a diferença na qualidade do relacionamento, pois as informações existentes nas redes sociais são muito mais ricas do que qualquer cadastro interno, e o feedback do cliente acaba sendo bem mais amplificado do que pode ser pelos canais convencionais.

No que diz respeito ao processo de implantação de projetos de social-CRM, a Equipe Réseau recomenda os conselhos do Prof. Mario Faria, da Business School São Paulo, que elenca sete princípios que devem ser considerados:
  1. Implementação difícil;
  2. Grandes investimentos em tecnologia;
  3. Capacitação da equipe técnica envolvida;
  4. Necessidade de mais de um fornecedor externo;
  5. Suporte de uma metodologia de trabalho;
  6. Implementação ou revisão de processos;
  7. Grandes prazos para implementação
O detalhamento destes princípios você encontra clicando aqui.

De qualquer forma, estar antenado é importante, e pensar em como sua empresa pode se beneficiar desta nova abordagem faz toda a diferença.

No fim das contas, relacionar-se é preciso!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Banda Larga Lá e a Banda larga Cá (2)

No dia 28 de março, a Equipe Réseau discutiu com você como o desempenho da internet banda larga no Japão, mesmo após os terremotos que afetaram a região da usina de Fukushima, era superior ao brasileiro em condições normais. Destacou-se que as pessoas estavam utilizando as redes sociais para elaborar listas de desaparecidos e pessoas encontradas e hospitalizadas, além de enviar notícias a parentes e amigos situados em outras regiões do país e do planeta.

Hoje, a qualidade da internet brasileira voltará à pauta deste blog, já que é imprescindível para o crescimento do uso e a ampliação das potencialidades das redes sociais que a infraestrutura disponível atenda à demanda da população por conectividade. Desta vez, serão utilizados os dados da Net Index, empresa que compara e elabora um ranking mensal do desempenho da internet em todo o planeta, baseado em testes realizados pela Speedtest.net, no que se refere a variáveis como taxa de upload, índice de qualidade, índice de valor e índice de promessa. Considerando que a principal métrica de qualidade da internet, e que afeta sensivelmente esta percepção na perspectiva dos consumidores é a taxa de download, será a partir dela que será conduzida esta análise. 

Como não poderia deixar de ser (afinal de contas, é claro que não houve melhoras significativas na internet brasileira ao longo dos últimos seis meses), e considerando a posição econômica do Brasil no cenário mundial, os números relativos à taxa de download podem ser considerados, no mínimo, preocupantes. Se, por um lado, a média mundial de velocidade de download de 9,17 Mbps pode deixar o Brasil (5,87 Mbps) numa situação não tão desconfortável, constatar que o país ocupa a posição número 63 no ranking global não é nada animador. Tristeza que aumenta ao se constatar que vizinhos latino-americanos como Trinidad e Tobago e Chile estiverem nas posições 52 (7,11 Mbps) e 57 (6,61 Mbps), respectivamente, e que o primeiro colocado da lista, a Lituânia, possui a assombrosa taxa de 32,41 Mbps.

Comparando-se as principais cidades do planeta, São Paulo aparece como segunda colocada quando se trata do número de endereços IP disponíveis, com quase 1,5 milhão de unidades. Sua taxa média de download é de 6,81 Mbps, cerca de 1 Mbps maior que a média nacional, mas muito longe das 30 maiores "velo-cidades" do planeta (única lista disponibilizada pelo site). Só para que você tenha uma ideia, Québec, no Canadá, que ocupa a posição de número 30 entre as maiores "velo-cidades", tem taxa de 17,92 Mbps, quase duas vezes e meia a paulistana. Vilnius, na Lituânia, é a pole-position, com 36,85 Mbps médios, quase seis vezes mais!

Pensar em inclusão digital e maior participação das pessoas nas redes sociais com taxas iguais a estas é bastante complicado. O desafio está mais do que lançado, e espera-se que o Plano Nacional de Banda Larga ajude a melhorar esse cenário tão desanimador. Se já somos um dos povos mais conectados do planeta com essas taxas pífias, o que dizer quando atingirmos níveis mais condizentes com nossa pujança econômica?

No fim das contas, cobrar melhorias é preciso!

Problemas na Atualização...

Devido a dificuldades de ordem operacional, não foi possível a atualização deste blog na segunda-feira passada, 17 de outubro.

Pedimos desculpas pelo inconveniente, e trabalharemos para que este incidente não volte a se repetir.

Bom dia!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A Era dos Dados Abertos e as Redes Sociais


Na última sexta-feira, a Equipe Réseau esteve na Câmara Municipal de São Paulo acompanhando o seminário intitulado A Era dos Dados Abertos, que teve como principal objetivo discutir o processo de abertura dos dados públicos daquela casa legislativa aos cidadãos, de forma que se torne mais fácil a participação popular, principalmente no que diz respeito à fiscalização do uso do dinheiro público.

Como não podia deixar de ser, um dos grandes pontos de discussão foi a maneira como o cidadão poderá usar os dados que lhe forem disponibilizados. Não basta deixá-los disponíveis, mas dar as condições para que façam sentido, que possam ser utilizados para a geração de conclusões simples e diretas a respeito da vida da população e, principalmente, se suas necessidades estão (ou não) sendo atendidas.

Por conta disso, além da abertura dos dados em si, foi bastante discutido o papel das redes sociais neste processo. Tem-se acompanhado, ao longo dos últimos meses, tanto na cidade de São Paulo, como nos mais diversos cantos do planeta, o resultado da capacidade de mobilização em torno de causas políticas, tanto dentro da rede como no mundo real. É fácil concluir, diante de fatos como o Churrasco da Gente Diferenciada e a Primavera Árabe, que o caminho para uma sociedade mais justa passa pela capacidade de mobilização e fiscalização das atividades políticas, e as redes sociais são um importante instrumento para o alcance desse objetivo.

É em consonância com essa capacidade de mobilização crescente, e a partir do uso destas inúmeras ferramentas, que entidades como a Transparência Hacker e a Rede Nossa São Paulo estão buscando o envolvimento das pessoas com o que antes era conhecido como inacessível e repugnante: o universo da política.

No fim das contas, mobilizar é preciso!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Coordenar é preciso...



A coordenação é uma das funções administrativas. Os estudos mais relevantes associados à função de coordenação são os de análise de processos decisórios, centrados essencialmente no aspecto sociológico ou econômico das escolhas humanas em organizações. Dentre as ferramentas administrativas contemporâneas, as usadas para a gestão de processos são as principais aplicações da função de coordenação.

Até aqui o texto soa coerente e plausível para o ambiente acadêmico. E na vida prática? O “como fazer acontecer” é um desafio constante para qualquer administrador. Alinhar esforços, recursos e interesses pode soar como mágica. Será que só quem estava diretamente envolvido com determinado processo sabe como ele saiu do mundo das ideias para o mundo real?

Certamente que não. Ao executar os planos da empresa, o administrador não apenas controla. Ele coordena. Usa de sua racionalidade para enfrentar barreiras não previstas na etapa de planejamento. E isso não é uma arte, é habilidade que pode ser treinada e divulgada entre os que se interessarem.  

As necessidades de documentação e de estabelecimento de critérios para a tomada de decisão explicitam que o pilar da função de coordenação é o pensamento racional. Constantemente se tenta encontrar caminhos unívocos para situações que se repetem no cotidiano das empresas. Isso só é possível com a devida documentação, que diagnostica que determinado “fenômeno” é de ocorrência reiterada na empresa. Para tanto, não importa se a gestão de documentos da empresa é feita em papel ou sistemas eletrônicos. Basta que funcione gerando informações, e não uma massa inútil de dados.

Por outro lado, o estabelecimento de critérios para a tomada de decisão é de difícil implantação. Tem sim um aspecto que depende do “feeling” do administrador, entendido como o conjunto de experiências já vividas por ele em ambientes de negócio que o tornam único para a empresa, embora substituível. Esse ainda não é nosso pulo do gato.

O Sr. Faz Acontecer só sabe conversar, desenrolar problemas e alinhavar soluções que atendem todas as partes interessadas (dentro e fora da empresa) porque alguém um dia lhe ensinou uma parte disso E ele soube raciocinar acerca do que aprendeu, formando uma caixa de ferramentas das quais se vale e sabe usar em cada situação com que se depara. Esse é o pulo do gato. A outra parte é aquele “feeling” que o distingue dos outros, mas não garante seu emprego.

Então, você já encontrou alguém que ensina coordenação?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Celebridade na Velocidade das Redes Sociais

Na noite da última sexta-feira, no show de abertura do Rock in Rio 2011, a cantora Kate Perry convidou um de seus fãs a subir ao palco e, depois de uma breve entrevista, beijou-o no rosto. Não bastasse todo o impacto que o incidente causou no fã, o gesto acabou gerando uma mobilização que transcendeu o próprio evento, tendo como principal vitrine as redes sociais. 

O fã, um jovem sorocabano de 24 anos, tornou-se uma celebridade instantânea graças à transmissão ao vivo feita pela TV e pela Internet. Em poucos minutos, seu perfil estava totalmente desvendado no site da Revista Quem, e não se fala de outra coisa nas redes sociais. Foram diversas entrevistas em canais de TV e jornais locais e nacionais e, até o final desta postagem, seu perfil no Twitter já contava com quase 49 mil seguidores.

Mas, que lição eu tiro desse episódio?

O ponto que merece maior destaque nesse episódio é o poder que as mídias tradicionais ainda possuem na sociedade. Não fosse a transmissão ao vivo (mesmo em TV fechada), certamente a repercussão seria menor. Esta é uma forte prova de que, mesmo havendo a ameaça da internet aos demais veículos midiáticos, não há a menor possibilidade (pelo menos por enquanto) de a internet substituir por completo as chamadas mídias tradicionais.

Desta forma, um bom plano de mídia deve contemplar não só as mídias digitais, mas também uma parte em mídias tradicionais, de modo a haver a sinergia dos públicos, e serem aproveitadas as vantagens que cada um destes veículos possui. É claro que o caso apresentado hoje mostra essencialmente o resultado de muita mídia espontânea, bem como do envolvimento direto dos internautas com o ocorrido. Mas, quem disse que sua empresa também não pode se beneficiar deste tipo de acontecimento?

No fim das contas, integrar é preciso!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

E o Império Contra-ataca...


Os usuários mais atentos perceberam, desde a manhã de hoje, que o Facebook conta com uma série de pequenas modificações em suas funcionalidades, que têm como principal objetivo facilitar a vida do usuário na classificação de seus amigos e melhorar as configurações de conteúdo e, especialmente, privacidade. Dentre essas novas funcionalidades, está a criação de listas automáticas, que estão diretamente relacionadas a temas como o local de trabalho, a formação acadêmica e a cidade de moradia, além (é claro) dos níveis de afinidade entre os usuários e seus amigos online.

Numa primeira análise, trata-se de mais uma forma de melhorar a qualidade do conteúdo disseminado na plataforma, já que é comum, por exemplo, que duas pessoas que morem na mesma cidade não consigam se conectar devido a pequenos erros de grafia ou abreviações, como “Sao Paulo” e “Sampa”, em vez do clássico “São Paulo”. Com isso, pretende-se eliminar ao máximo as redundâncias e discrepâncias nos dados inseridos, de forma a melhorar o acesso a novas conexões, recurso que sempre foi o ponto mais forte desta plataforma. Por outro lado, não se pode deixar de dizer que, de certa forma, as listas copiam o modelo de interação desenvolvido pelo Google+, onde o conteúdo divulgado (e mesmo lido) está diretamente relacionado aos círculos dos quais o usuário faz parte. Em um exemplo simples, a partir do momento em que todos os usuários tiverem seus amigos devidamente classificados no novo modelo de listas, será possível configurar postagens de modo que apenas a lista “família” ou a lista da “escola” vejam o que foi veiculado ou, com apenas um clique, acompanhar o que os membros de determinada lista estão postando.

Essas alterações já são a segunda etapa de melhorias implementadas ao longo das últimas duas semanas, onde as marcações de usuários nas postagens ficaram mais inteligentes, e o uso da localização geográfica ficou mais dinâmica. Mas isso, segundo informações da revista Info, é só o começo! De acordo com reportagem divulgada hoje em seu site, em poucos dias os perfis da grande rede social ganharão uma repaginada completa, o que a tornará ainda mais viciante.

A nós, mortais, só cabe ver no que isso vai dar.

E, no fim das contas, acompanhar as mudanças é preciso...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Como seria o 11 de Setembro das Redes Sociais?

O último domingo foi marcado pela celebração à memória das vítimas dos atentados às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque. Todos se recordam de que, no dia 11 de setembro de 2001, o mundo parou para assistir, ao vivo, a tragédia sem precedentes que foi provocada por terroristas suicidas, que sequestraram aviões e atingiram os principais símbolos do poder econômico e político dos Estados Unidos.


Ontem, 10 anos depois da tragédia, os principais fatos do atentado eram destaque em todas as redes sociais. Blogs divulgaram posts com as principais manchetes de jornais e revistas da época e também um apanhado dos sites que criaram seções especiais para noticiar os 10 anos de ataques. Além disso, as hashtags #11desetembro, #september11, entre outras, figuraram nos trend topics nacionais e internacionais do Twitter por quase todo o dia. No Facebook, foram criadas páginas em homenagem às vitimas, como a do National September 11 Memorial & Museum, onde é possível fazer uma homenagem, clicando em “please dedicate my status to the memory o fone of the nearly 3000 victims of 9/11”, disponível ao clicar no link “9/11 Memorial”, do lado esquerdo da página.

Diante de tamanha mobilização, a equipe Réseau parou para fazer a seguinte pergunta: o que teria acontecido se, durante os atentados de 11 de setembro, já estivéssemos na era das redes sociais?


Neste exercício de futurologia, buscou-se contemplar os pontos-de-vista dos principais envolvidos no caso: os terroristas, as vítimas e os serviços de inteligência dos Estados Unidos. Desta forma, chegou-se aos seguintes pontos de destaque:

  1. Uma técnica não tão conhecida quanto a criptografia, mas muito utilizada pelos terroristas para se comunicar, é a esteganografia, técnica que permite que sejam enviadas mensagens objetivas, escondidas em arquivos de áudio e imagem, aparentemente, inofensivos. Provavelmente, seriam encontrados indícios desse tipo de comunicação em páginas de redes sociais, visto que estas permitem o trânsito livre de fotos, vídeos e músicas, além da criação de perfis falsos, de pessoas aparentemente inofensivas.
  2. Outro ponto a se destacar é a possibilidade de comunicação instantânea entre os passageiros dos voos sequestrados e seus familiares, amigos, além das autoridades locais. Na época dos atentados, algumas vítimas conseguiram fazer ligações e comunicar detalhes dos atentados. Com a existência das redes sociais, muito provavelmente, teríamos fotos e vídeos dos sequestradores, além de uma quantidade incalculável de posts no Twitter e Facebook, deixados pelas próprias vítimas. Essa possibilidade de comunicação instantânea poderia ter auxiliado na reação aos ataques e provocado menos vítimas.
  3. Os serviços de inteligência dos Estados Unidos, tão criticados por investir grandes somas em tecnologia e esquecer de investir nas pessoas, poderiam utilizar as plataformas de redes sociais para promover maior integração entre seus colaboradores e, quem sabe, desenvolver ações mais eficientes focadas no contraterrotismo.
A busca por pontos positivos e negativos das redes sociais, moral da nossa história, é um ponto que merece reflexão independente do que acontece ao nosso redor, fato real ou mera especulação. Principalmente quando estamos entre as populações que mais desprendem tempo interagindo nestas plataformas. Mas este é um tema para outra postagem...

No fim das contas, imaginar é preciso.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Verdadeira ou Falsa, a Informação vai Chegar!

No sábado que passou, o site da Capricho, uma importante revista dirigida a adolescentes brasileiros, divulgou informações falsas sobre o ídolo teen Justin Bieber. O site informava, em matéria sensacionalista, que Justin havia assumido sua homossexualidade e, por estar enfrentando problemas pessoais, teria cancelado seus shows no Brasil. Como pode ser visto na imagem abaixo, o responsável pela matéria não deixou indícios de que a informação era falsa e logo o boato se espalhou por toda a rede.




A repercussão da noticia deu-se nas principais redes sociais e surpreendeu fãs do cantor, que aguardavam ansiosamente seus shows em 05, 08 e 10 de outubro. Diante do fato, o nome de Justin atingiu o trending topics do Twitter e o link para a matéria já era divulgado por várias pessoas no Facebook, em blogs e outras redes sociais.


Diante desse acontecimento inesperado, podemos nos dar conta de alguns pontos importantes:

  1. Na web, nenhum site está livre dos hackers e sua criatividade para cometer crimes digitais. O que se pode fazer é manter um rastreamento constante e traçar estratégias para contornar o problema.
  2. Depois de lançada, verdadeira ou não, a informação vai chegar a sua audiência. Sendo assim, é importante desenhar estratégias para mitigar o risco, ou seja, amenizar o problema, caso ele venha a acontecer. o caso apresentado aqui, a Capricho usou de uma estratégia voltada para a responsabilidade social. No link da página, onde foi publicado o boato, agora consta um pedido de ajuda para a instituição AACD, seguida do seguinte apelo: vamos transformar esse erro em um acerto?
  3. Por fim, se antes das redes sociais as informações já se propagavam rapidamente por e-mail e sites, agora fica ainda mais fácil e ágil transformar uma notícia plantada em um fato. As pessoas multiplicam a informação assim que elas são publicadas, transformam em novos posts, links, imagens e tópicos, que ficarão presentes por anos em seus históricos, mesmo depois que o link para a página não existir mais.

Diante desses pontos, só nos resta concluir que as redes sociais trazem os dois lados da moeda em se tratando da propagação da informação. É o homem (no caso da empresa, a equipe), que está por trás das máquinas, que deverá prezar pela veracidade de seus conteúdos na Web, tendo a ciência de que sempre estará vulnerável a novos ataques de propósito duvidoso.


Por isso, caro leitor, estar atento é preciso!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Crise na Economia Real: a solução é política?


Definitivamente sim! No caso brasileiro, as crenças que embasam a estratégia adotada refletem raciocínios do tipo: menos gastos do governo nos trarão, como uma conseqüência não tão direta, juros menores.

Ora, e por que nos preocupamos com isso? Porque decisões políticas têm impacto nas decisões de compra das pessoas. Você vende algo? Produtos e serviços e suas respectivas demandas dependem dessas chatíssimas decisões políticas. A credibilidade e a confiança das pessoas dependem também de um Ministro da Fazenda com cara de confiável e de plenamente capaz de proteger as decisões de compra das pessoas. Capaz de manter a roda girando...

Nesse mundo de integração constante, de várias redes, de comunidades e de uma sociedade global o efeito borboleta ganha novas dimensões. 

No fim das contas, integrar é preciso, e se informar também.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Minha Própria Rede Social: um sonho (im)possível?


Ao longo das últimas semanas, a Equipe Réseau tem apresentado aqui no blog os vários capítulos da batalha entre Google e Facebook pela hegemonia no universo das redes sociais. Diante dos fatos recentes, a única constatação é a de que, por mais que esta batalha ainda esteja longe do fim, o Facebook não sentiu de forma significativa a entrada do Google+, principalmente na internet brasileira.

O titulo da postagem de hoje, porém, vai além de ser uma simples provocação. Ora, se entre as gigantes da tecnologia a briga é emblemática e cheia de particularidades, seria possível que você, pequeno empresário ou simples pessoa física, criasse a sua própria rede social, fazendo dela um sucesso de público e bilheteria? A inspiração para o tema de hoje vem da matéria veiculada na revista INFO, que mostra exemplos de empresários que criaram suas próprias redes sociais, e estão fazendo o maior sucesso.

Qual o segredo delas?

A Equipe Réseau visitou cada um desses sites e, analisando detalhadamente como funcionam, chegou às seguintes conclusões, e divide tudo com você:
  1. Público extremamente segmentado: enquanto Facebook e Google brigam pela liderança nas grandes plataformas de redes sociais, as pequenas centralizam a munição em (inicialmente) pequenos nichos de mercado, como viajantes e amantes da cozinha prática, de modo que concentrem a participação dessas pessoas num ambiente seleto e atrativo;
  2. Serviços de alto valor agregado: não se trata, a priori, da venda de nenhum produto ou serviço, mas da troca de conhecimentos e experiências, elemento de altíssimo valor agregado na economia do conhecimento. Saber se determinado livro é bom (ou não) pela opinião de dezenas de leitores iguais a você é muito mais interessante e agregador do que a opinião de apenas um crítico de literatura;
  3. Modelo de negócio baseado em publicidade: como os espaços não são destinados à venda de produtos e/ou serviços, a fórmula que os donos dessas plataformas encontraram para ganhar dinheiro foi investir na publicidade. Nessas plataformas, empresas especializadas nestes segmentos de mercado, que veem naquela comunidade seleta o público-alvo de seus negócios, divulgam suas mensagens publicitárias, tentando aproximar seus produtos do conhecimento ali compartilhado;
  4. Integração a outras redes sociais: aqui, o conceito de interoperabilidade é efetivamente aplicado. Todas as plataformas analisadas possuem páginas e widgets que fazem a vinculação com Facebook, Twitter, e mesmo Orkut, de forma a integrar seus conteúdos e estarem disponíveis aos participantes das várias redes sociais existentes;
  5. Programação web profissional: por mais que existam plataformas que permitam a criação de sua própria rede social na web, como o Ning™, todas as plataformas criadas pelas empresas analisadas na reportagem utilizaram soluções próprias. Isso significa que o investimento em programação foi relativamente significativo, a ponto de fornecer graus de personalização necessários para tornar as plataformas atrativas a seus potenciais colaboradores.


Esperamos que, com essas dicas, você descubra o nicho de mercado mais adequado para desbravar, e construa uma solução inovadora que se destaque no universo das redes sociais.

Porque, no fim das contas, desbravar é preciso!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Exclusão Digital, ou Estratégia?

O boom das redes sociais nos últimos anos nos leva a acreditar que todas as pessoas e empresas já estão conectadas à Internet e, principalmente, às redes sociais. Porém, apesar do notável crescimento do acesso à Web, ainda há muitas pessoas e organizações que não fazem parte do mundo virtual, especialmente, do universo das redes sociais.

Nesse sentido, torna-se pertinente questionar a razão pela qual pessoas e organizações anda se comportam como excluídos digitais. Seria uma opção estratégica, ou falta de oportunidade?

Em se tratando de pessoas, muitas delas não estão nas redes sociais por não saber lidar com a ferramenta, ou por acreditar que esse meio de comunicação e interatividade não contribui para sua melhoria de qualidade de vida. Em relação às organizações, o ponto crucial é a falta de conhecimento do poder das ferramentas de gestão em redes sociais, ou a simples descrença de que os relacionamentos criados nessas redes possam contribuir, de alguma forma, para o crescimento da empresa.

Do ponto de vista dos negócios, há alguns quesitos que devem ser levados em consideração quando se trata da não adoção das empresa às redes sociais, a saber:

  1. Apesar da disseminação das redes sociais no Brasil, nos últimos anos, muitas empresas anda tem receio quanto ao efeito positivo de sua inserção nesse tipo de mídia social;
  2. Muitas empresas ainda não possuem mão-de-obra qualificada para lidar com as redes sociais;
  3. Há uma demanda de tempo e dedicação à postagem e ao monitoramento de conteúdo atualizado nas diversas páginas da empresa nas redes sociais;
  4. Apesar da existência de ferramentas que proveem relatórios detalhados, ainda é difícil mensurar o retorno gerado pela presença das marcas e o monitoramento do comportamento do consumidor em redes sociais.
Diante do exposto, entende-se, portanto, que ainda há muita insegurança na hora de incluir as empresas nas redes sociais. Mas como explicar o sucesso das empresas que já aderiram a essa nova onda?

De fato, muitas organizações que se anteciparam às tendências, fazem sucesso nas redes sociais e, consequentemente, no mundo da Internet. Esse efeito positivo não surge por acaso. O sucesso das organizações nas redes sociais está associado a uma estratégia muito bem desenhada, cuja essência está na criação de uma identidade alinhada com a estratégia geral da organização, bem como a detalhes operacionais, como a postagem de conteúdo atualizado, frequente e relacionado com o objetivo estratégico traçado para a presença nas redes sociais.

Nesse sentido, entende-se que as empresas relutantes a sua presença nas redes sociais podem não ser simplesmente excluídas digitais, apesar de ser este o caso da grande maioria das organizações alheias ao mundo da Internet. Pode haver ainda a ausência da estratégia adequada para que sua inserção nesse vasto mundo obtenha algum sucesso.

Sendo assim, na ausência de uma estratégia definida, ou da disposição e de mão-de-obra adequada para gerenciar ações de redes sociais, é preferível que a exclusão se torne estratégica e sejam utilizados outros meios para promoção da empresa, que não comprometam sua imagem diante dos consumidores e clientes na Web.

Isto posto, ter visão estratégica é preciso!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Interoperabilidade entre Redes Sociais: será possível?

Em uma das discussões que a Equipe Réseau promoveu a respeito do papel que o Google+ teria no universo das redes sociais, e se realmente o Facebook sentiria o impacto da entrada deste novo player, surgiu um questionamento interessante, e que gostaríamos de dividir com você: seria possível, em algum momento futuro, haver uma interoperabilidade entre as redes sociais?

O raciocínio, num primeiro momento, pode parecer um tanto absurdo: ver pessoas interagindo via seus perfis no Facebook com amigos que possuam Orkut, Google+ ou qualquer outra rede que venha aparecer nos próximos anos. Porém, o raciocínio que fundamenta a pergunta faz sentido, se analisarmos com a mente um pouco mais aberta. Até pouco tempo atrás, as máquinas de cartão de crédito (também conhecidas como POS - Point Of Sale) só aceitavam cartões administrados pela própria rede, num modelo que se perpetuava há mais de 40 anos. 

Modelo esse que usava duas frentes para alcançar um diferencial competitivo: de um lado, quanto mais clientes a bandeira tivesse, maior seria o interesse dos lojistas, que saberiam que seus estabelecimentos ganhariam com o fluxo de clientes; de outro, quanto mais lojistas a bandeira tivesse, maior seria o interesse dos clientes, que veriam a utilidade prática daquele pedaço de plástico que portavam consigo. O resultado desse modelo era evidente: clientes com vários cartões (para não serem pegos desprevenidos), e lojistas com várias máquinas POS (para não perderem oportunidades de vendas). Foi por determinação do Banco Central que esse padrão mudou, e hoje a disputa é justamente para que se defina qual o cartão mais vantajoso para o cliente e qual a máquina POS mais vantajosa para o lojista. 

Outro exemplo clássico de interoperabilidade é o dos telefones celulares. O que faz destes aparelhos um dos pilares da revolução tecnológica que vivemos é justamente o fato de que, com um aparelho de uma operadora, podemos ligar para todas as outras móveis, fixas, deste ou de outro país. Neste modelo de negócio, a escolha do cliente se deve pelo julgamento de quais serviços são mais adequados ao seu perfil, podendo esse cliente escolher manter uma assinatura em uma ou mais operadoras.

É claro que as redes sociais ainda estão em processo de consolidação, e muita coisa pode acontecer até que um fenômeno como esse possa ocorrer. Em todo o caso, deixamos para você um vídeo que trata do assunto, mais pela perspectiva da fusão entre as redes do que pela interoperabilidade em si:


No fim das contas, imaginar é preciso!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Existiria o "Midas Técnico"?

Há quem acredite que a dimensão técnica pode ser separada da dimensão política. Outros reforçam essa ideia mesmo sem acreditar nela. Repetem a crença midiática de que alguém com um perfil técnico pode ocupar um cargo vago por ministro acusado de corrupção. E assim, com um toque do "Midas Técnico", esse substituto imunizaria o ministério, livrando-o de todos os crimes contra a Administração Pública que lá ocorriam.


Vimos aqui que a corrupção permeia espaços em todo o sistema hierárquico público. E também que vencê-la nem sempre faz parte do interesse comum. E por que ela não estaria também nos aspectos técnicos? Ora, nesse mundo de argumentos numéricos irrefutáveis e de correntes teóricas contrárias entre si fica fácil adaptar o discurso técnico ao discurso político, ou vice versa. Uma dimensão pode servir à outra sem complicações, mediadas por seres humanos que são, sempre, sujeitos com interesses. E mais, isso pode ocorrer de modo dissociado da existência de fins corruptos.


Nesse caminho, instituições acadêmicas e fundações de pesquisa atuam com fins políticos. Linhas de pesquisa são determinadas também por interesses políticos. No limite, as vagas de acesso a doutorados, mestrados e demais programas de pesquisa também se sujeitam a interesses políticos.


E você, Empresário, sabe que consultorias e, como demonstram alguns escândalos, até empresas de auditoria, funcionam no mesmo sentido. Então, por que esperar que nas organizações públicas seria diferente?


Mudanças são necessárias. Mas antes delas precisamos de um diagnóstico completo, com menos viés, e, essencialmente, menos ingenuidade quanto à dinâmica do serviço público.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Google+ e o Deserto Social...

Apesar das grandes expectativas geradas pela estratégia de restrição das licenças elaborada pelo Google no lançamento do Google+, o que se vê na nova rede, além do entusiasmo e da sede por novidades vivenciada a cada lançamento na Web, é um nítido marasmo, acompanhado de comentários negativos feitos pelos usuários convidados. Todos reclamam da mesmice, da falta de novidades perceptíveis na nova rede social, mesmo que esta ainda esteja em fase de testes. Diante desse cenário, é normal que se questione se realmente  virá o tão anunciado sucesso do Google+, que promete abrir as portas ao grande público já no próximo dia 31 de julho.


Os Motivos do Marasmo...

Pensando de maneira genérica, as redes sociais são frequentadas, basicamente, pelas mesmas pessoas, se considerarmos redes com objetivos genéricos e diversificados, como o Orkut e o Facebook. Nesse sentido, fica a seguinte questão: o que faz com que estas pessoas migrem de uma rede para outra? Sabendo que, entre os requisitos para que isso aconteça, estão as funcionalidades oferecidas, é basicamente nisso que o Google+ parece apostar. A questão é saber se o valor das novas funcionalidades será realmente percebido pelo público-alvo, ou se continuará sendo visto como um mix de Orkut e Facebook, disfarçado por uma nova roupagem.

A princípio, os comentários em blogs, fóruns e na própria rede, a qual a Equipe Réseau já tem acesso, nos levam a crer que o lançamento da nova empreitada está ameaçado por uma onda de descrença e estagnação por parte dos atuais e futuros usuários.

Sendo assim, talvez o problema não esteja ligado ao caráter inovador das funcionalidades, que de fato se faz presente, mas sim à capacidade do usuário adotar uma nova plataforma, visto que muitos ainda estão tomando conhecimento do boom do Facebook, concorrente direto do Google+, e começam agora a migrar do Orkut e demais redes para a ferramenta criada por Zuckerberg.

Diante deste cenário, só nos resta aguardar e acompanhar o lançamento irrestrito do Google+, para ver qual será o resultado desta mais nova empreitada.

Afinal de contas, preocupar-se com a adoção da nova tecnologia é preciso!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Onde a Corrupção se Materializa

Hoje radialistas comentavam que o DNER – Departamento Nacional de Estradas e Rodagem – teve sua extinção após um escândalo de corrupção distante na memória brasileira. O DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes viera para substituí-lo. Já o site do DNIT diz que a lei que o criou reestruturara o sistema de transporte rodoviário, aquaviário e ferroviário do Brasil. Qualquer que seja o motivo da “mudança”, faz-se notória a intenção de adotar uma nomenclatura mais robusta e austera para comunicar ao público que houvera (ou estaria prestes a acontecer) a adoção de um novo paradigma para a regulação e o provimento brasileiro de estradas.

Contudo, o mercado da “infraestrutura de transportes” contempla vários agentes em constante barganha e negociação. Não é mero balcão de empreiteiros de família ou fatias partidárias. O principal comprador de estradas e itens correlatos do Brasil – o governo – se organiza como qualquer empresa, mediante critérios de departamentalização e, em alguns casos menos retrógrados, com planejamento estratégico complexo e até gestão de riscos.

Este post elucubra sobre a mudança em organizações públicas. Trocar o layout, a alta cúpula, o nome, o vinculo ministerial ou até mesmo de sede não são passos para uma reengenharia. São siluetas do discurso óbvio e ululante: a mudança não é desejada, sequer tem reconhecida sua necessidade pelos diretamente envolvidos com a contratação de estradas.

E quem pensa assim? Essencialmente, os servidores públicos do meio da cadeia, que vão trocar de mesa, de prédio e ter suas carreiras reformuladas (ou perder os cargos em comissão) porque alguém não foi discreto o suficiente numa contratação. Ou porque os critérios lineares de cotas de obras ficaram defasados demais para ninguém notar. Ou porque a ordem superior, que normalmente chegava encoberta de uma lisura legal e moral, perdeu o verniz. Aí a corrupção, sutil e sagaz por natureza, deixa de ter seu meio de circulação. E assim vira escândalo.

Daqui a pouco alguém virá com uma inovadora idéia de mudar o marco legal de contratações de obras de engenharia. Ou melhor, já vieram há tempos com essa idéia... Virá também um moralizador, pessoa que ainda tem algum verniz para fazer figura lá no ministério enquanto os ânimos se acalmam. Mesmo que para isso seja necessário mudar a regra interna de indicação de diretores. Prepare-se, talvez o DNIT mude de nome e de forma. Afinal, qual a finalidade de uma autarquia se a Nova Gestão Publica dita mais eficiência e menos burocracia? Façam-se termos de parceria com empreiteiras, que nunca deixarão de ser, ipsis literis, organizações da sociedade civil de interesse público.

A corrupção é fenômeno social que se materializa nas repartições publicas diariamente. Não é hostil ou deselegante. Pelo contrário, causa lisonja naqueles burocratas de pouca firmeza moral que querem ascender e é, por fim, o principal entrave às tentativas de mudança nos paradigmas de gestão pública.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

(De: Orkut | Para: Google+) Conselhos de um Irmão mais Velho

Na semana passada, a Equipe Réseau falava para você sobre o Google+ da mesma forma que a maioria dos internautas de todo o planeta: como meros espectadores que acompanhavam o que tinha sido veiculado pela imprensa especializada. Hoje, a perspectiva é outra: os integrantes da Equipe Réseau também fazem parte do seleto (porém crescente) grupo usuários que está conhecendo a plataforma neste período de testes.

A vantagem de participar das versões beta, de uma forma geral, é poder opinar sobre o que deve e o que não deve, entre aspas, ser copiado. Você há de concordar que, ultimamente, são poucas as inovações existentes entre uma rede social e outra. De certa forma, pode-se afirmar que há uma tendência para a padronização de layouts e das principais funcionalidades, como álbuns de fotos, chats e links para conteúdo externo.

Nessa perspectiva de fazer comparações entre o Google+ e as plataformas já existentes, a Equipe Réseau dedicou-se um pouco mais à análise dos principais pontos positivos do Orkut, que podemos considerar como o irmão mais velho do Google+, e que já foi hegemônico entre os internautas brasileiros. Como resultado desta análise, foram reunidas as cinco características consideradas fundamentais no sucesso do Orkut, as quais o Google não deveria esquecer na consolidação do Google+:

  1. Penetração Regional: o Brasil foi o campeão de audiência do Orkut desde o seu surgimento. Isso significa não só que o brasileiro é adepto à tecnologia, mas também que o brasileiro é propenso ao compartilhamento de experiências e conhecimento que o modelo de interação baseado em comunidades;
  2. Comunidades: as comunidades do Orkut são, sem dúvida, a maior riqueza desta rede social. Apesar de serem vinculadas aos perfis dos usuários, as comunidades fluem de maneira independente. O resultado deste modelo é uma maior interatividade entre os usuários, que promove a construção coletiva do conhecimento por meio do uso de fóruns, pesquisas e compartilhamento de conteúdo externo.
  3. Tags e Privacidade: com a evolução das tecnologias de reconhecimento facial, qualquer pessoa pode ser identificada em uma foto. Mas aí vem a pergunta: e se eu não quiser ser marcado nas fotos alheias? O Orkut possui uma função que permite que a privacidade seja preservada, impedindo que a pessoa seja marcada em fotos. Além disso, não existem marcações em tags nas postagens, outro motivo de incômodo a alguns usuários.
  4. Aniversários: as redes sociais não acabaram totalmente com as agendas de aniversários, mas facilitaram bastante a tarefa de lembrar dos aniversariantes e felicitá-los pela data querida;
  5. Sexto Grau de Separação: provar que a teoria do mundo pequeno é válida foi o motivo original da criação do Orkut. Atualmente, apenas o LinkedIn utiliza a lógica do diagrama de relações para ilustrar como duas pessoas estão relacionadas.

Se o Google+ conseguir manter algumas destas características, não há por que não acreditar que esta será uma empreitada bem-sucedida na busca por um lugar ao sol no mundo das redes sociais.

No fim das contas, aprender com as boas experiências é preciso!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Google+: mais uma Rede Social?

Semana passada, os principais veículos de comunicação na área de tecnologia em todo o planeta só falaram de um assunto: Google+ (leia Google Plus). Trata-se da mais nova rede social desenvolvida pelo Google, que promete superar o Facebook, pelo menos no que diz respeito à completude dos dados demográficos de usuários.

Fato é que, logo após ser lançada, a rede social já provocou alvoroço entre os mais conectados. Se, por um lado, os convites distribuídos foram tão limitados que acabaram em poucos mais de 48 horas, gerando até mesmo propostas de venda de convites nos sites de leilões online, por outro, a plataforma já está aberta a novos cadastros de interessados em receber novos convites.

O Google+ aposta no diferencial das conversas por vídeo e nos círculos de amigos. Este último busca a valorização da pessoalidade dos contatos, paradoxalmente, quando se trata de relações em redes sociais. É uma estratégia interessante, quando se utiliza o argumento de que não é necessário compartilhar tudo com todos, mas apenas algumas informações com as pessoas certas. Nesse sentido, são aplicados conceitos básicos de segmentação e nicho, voltados para as informações compartilhadas pessoa a pessoa, na internet 2.0.

Confira no vídeo a seguir uma breve apresentação disponibilizada pelo próprio Google no Youtube e divulgada na página do Google+:

  
Mas você deve estar se perguntando: por que eu preciso conhecer o Google+?

Primeiramente, é sempre importante lembrar que o Google é uma das maiores empresas do mundo da tecnologia e domina boa parte das ferramentas Web. Por esta razão, todo e qualquer lançamento desta empresa tem a possibilidade de mexer com a maneira como as pessoas interagem e com a forma de divulgar nas mídias sociais.

Em segundo lugar, a visão baseada na segmentação e na interatividade por vídeos e chats em grupo da nova rede social promete abrir novas possibilidades para empresas, especialmente no que diz respeito à publicidade direcionada a grupos específicos de consumidores e a conteúdo em vídeo, como campanhas virais e teasers inovadores que atraiam pessoas para sua página, ou para o seu negócio.

Por fim, é bom ficar atento às mudanças, para seguir as tendências da Web. Com a chegada do Google+, mesmo com o Google negando veementemente, o Orkut está com seus dias contados e o Facebook tem seu domínio ameaçado.

No fim das contas, acompanhar as tendências é preciso!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Sociedade e as Estruturas Governamentais: Reflexões para um Governo em Rede

“A sociedade em rede, em termos simples, é uma estrutura social baseada em redes operadas por tecnologias de comunicação e informação fundamentadas na microeletrônica e em redes digitais de computadores que geram, processam e distribuem informação a partir de conhecimento acumulado nos nós dessas redes”. (Manuel Castells)

Nós vivemos numa sociedade em rede. Tentamos diariamente compreender e criar significados pessoais para a mudança de paradigma em andamento. Em vez de pensarmos na evolução humana linear (ou como uma espiral de conhecimento, para alguns), assumimos o caos da revolução tecnológica.  Em um instante, mudamos nossa capacidade de comunicar e de encontrar informações.

E como isso impacta as estruturas governamentais? Talvez um sintoma seja a nossa preocupação com o Twitter do STF ou de determinado parlamentar. Quem nunca precisou checar o CPF no site da Receita ou teve a grata surpresa de saber que certidões negativas podem ser obtidas com alguns cliques? Outro sintoma é a institucionalização de políticas públicas por meio de redes de estruturas administrativas (diversos parceiros são os nós da rede, descentralizada).

Em tempos de invasões e ataques a bases de dados governamentais – sem que isso se configure como crime – fica fácil identificar nosso descompasso. Transitamos entre a sociedade em rede e as estruturas tradicionais. Nos governos, como a forma adotada é a burocrática, esse descompasso às vezes parece intransponível, apesar de iniciativas pontuais como os exemplos supracitados.

Redes sociais são manifestações da sociedade em rede. Apareceram apenas depois de outras, como a economia em rede, conhecida por nova economia. São estímulos a uma nova sociabilidade para aqueles que integraram as tecnologias na sua vida, aqueles que “ligam a realidade virtual com a virtualidade real”. Assim, o processo político e o aparelho que o representa são transformados pela virtualidade real. E aí, o conceito de Estado-Nação começa a sofrer o risco de ser superado em função da descentralização crescente.

Ao mesmo tempo, é inegável o papel dos governos nesta sociedade em rede. Se você os vê como potenciais clientes, deve começar a refletir sobre as formas de comunicação de que eles se utilizam.

Talvez você consiga um bom negócio se ficar atento aos canais abertos para os fornecedores governamentais, indo além dos portais de compras...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Hipermídia: compreendendo o poder da interatividade (o retorno)

No último dia 30 de maio, iniciamos a discussão sobre o conceito de hipermídia, e ficamos de apresentar, logo na semana seguinte, algumas dicas de como desenvolver sua estratégia em hipermídia. Infelizmente, por problemas de ordem superior, não foi possível cumprir o cronograma estabelecido, no que pedimos nossas desculpas.

Hoje, finalmente, daremos continuidade ao tema, trazendo para você alguns pontos de reflexão sobre a construção de uma estratégia eficiente utilizando a hipermídia:

ü  Audiência: Um dos grandes riscos da internet é justamente a sua capacidade de difundir qualquer mensagem por todo o mundo, num curto espaço de tempo. Por isso, é muito importante saber para quem você pretende falar. Se você não tem claramente definido o destinatário de sua mensagem, ela simplesmente pode se perder no meio do caminho! E não queremos navegar sem saber onde chegar, não é verdade?
ü  Objetivos: Não basta querer estar na internet. É necessário ter objetivos claramente estabelecidos de que mensagem você pretende passar. Trata-se da divulgação de um produto ou serviço, da divulgação da própria imagem corporativa ou de uma promoção com prazo determinado? Cada um desses objetivos tem uma mensagem a ser passada, e exige competências diferentes de quem pretende comunicar.
ü  Plano Estratégico: Integrar as ações de hipermídia com o planejamento estratégico da empresa é mais do que importante, é necessário! Ações desconectadas do planejamento estratégico da empresa podem levar não só a mensagens truncadas, como a problemas de imagem que podem gerar consequências das mais desastrosas...
ü  Táticas: Quais as plataformas que serão utilizadas pela sua empresa? Aquelas que o seu cliente está, lógico! Não queira estar em todas, se o seu cliente não está, nem se você não tem condições de manter um conteúdo atrativo e atualizado. Existe coisa mais frustrante do que entrar no perfil de uma empresa e ver seu conteúdo desatualizado?
ü  Ferramentas: Para estar em todas as redes que os seus clientes estão, você não precisa passar horas a fio conectado! Existem várias ferramentas que podem ajudar você a manter seu conteúdo sempre atualizado e integrado. Numa rápida pesquisa na internet você conhecerá varias dessas ferramentas, e poderá escolher a mais adequada.
ü  Métricas: Número de novos amigos e/ou seguidores, de comentários, ou de contratos de negócio efetivamente fechados? É essencial que se estabeleçam métricas claras para avaliar o desempenho de sua estratégia de hipermídia. Sem isso, você corre o risco de achar que está tudo dando certo, e continuar investindo da maneira inadequada.

Esperamos que você possa utilizar essas dicas e melhorar a sua comunicação nas mídias sociais.

Porque, no fim das contas, comunicar é preciso!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Está Aberta a Corrida por Treinamento em Redes Sociais!

Com o crescente sucesso e a popularização das redes sociais, tem crescido também a demanda por cursos de capacitação e especialização sobre o tema. Diante desse cenário, a Equipe Réseau coloca algumas questões: As pessoas sabem o que elas querem aprender sobre o uso das redes sociais? Será que os cursos realmente oferecem o que o público está procurando? Os profissionais estão preparados para ensinar?

Primeiramente, precisamos considerar a latência do tema, visto que o surgimento das redes sociais mais famosas atualmente data de meados de 2004. Devido ao fator novidade, não haveria tempo para a sistematização do conhecimento. Nesse sentido, boa parte dos cursos e treinamentos sobre o tema baseia-se no empirismo, proveniente das atividades e da busca diária por conhecimento na área. Consequentemente, tutores, facilitadores, professores, ou seja lá como o leitor quiser classificá-los, são profissionais que estão inteiramente ligados ao mercado. O que, por um lado, é muito bom, pois traz aos interessados as últimas tendências de aplicação da ferramenta; por outro, pode ser perigoso, visto que ensinar o como sem os porquês pode ser uma solução de curto prazo, mas que não gera desenvolvimento de longo prazo.

Em segundo lugar, a preocupação se volta para o fato de o público de redes sociais ainda não ter se apropriado da dimensão deste universo. O que resulta em um conhecimento limitado sobre as possibilidades de exploração de ferramentas e estratégias apropriadas. Esta indefinição impacta ambos os lados, aprendiz e instrutor, o que resulta em pessoas com muita sede de aprender, outras empenhadas em ensinar, mas sem saber o que ao certo o que explorar em meio a esse mundo de oportunidades.

No fim das contas, independente da qualidade da informação, correr atrás dela é preciso!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Reflexões sobre o Uso da Informação Contábil nas Empresas

Os contadores! Imersos numa linguagem própria, cercados de números que atendem com perfeição a toda e qualquer demanda da legislação vigente. E esses números! Têm significado para os gerentes da própria empresa? São dados, informações, ou desinformações? Os potenciais investidores conseguem um retrato fidedigno da empresa por meio dos demonstrativos contábeis e de suas diversas notas explicativas?

Essas indagações me levam a outra muito maior: O que devo esperar do meu departamento de contabilidade? Algumas respostas são óbvias:
- Que ele me ajude a pagar o mínimo de tributos e a cumprir o máximo das leis.
- Que a empresa apresente números que atraiam investidores.

Porém, peço que me deixe ir mais fundo. Pago um time de contadores e contabilistas e técnicos em contabilidade para eles medirem e analisarem o patrimônio de um ente que criei e tem vida própria. Então, esses doutos precisam contribuir para o crescimento e a manutenção do tal ente. Devem fornecer relatórios gerenciais que suportem as decisões a serem tomadas aqui na empresa. Indo bem além do raio-X do patrimônio em ativo, passivo e patrimônio liquido.

Assim, o que eu quero é a contabilidade gerencial, e não a tradicional e autorreferenciada. Não preciso de números exatos, e sim que eles aproximem e indiquem caminhos precisos. Quero a composição do patrimônio, os custos de mantê-lo e os compromissos para aumentá-lo.

E quero que você analise se já tem isso aí no seu negócio. 

É preciso contabilidade, e o fim dela é a gestão!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Hipermídia: compreendendo o poder da interatividade

Em textos anteriores, temos discutido sobre temas chave ligados à dinâmica da comunicação na internet. Falamos sobre redes sociais, mídias sociais, e todos os desafios que as empresas têm pela frente nesse cenário ainda nebuloso, mas que vem se consolidando como o novo paradigma do mundo dos negócios. Já ficou claro que, na era da Web 2.0, o poder está cada vez mais nas mãos do cliente, e que as empresas devem pensar em estratégias que contemplem essa nova dinâmica de forças.

Por outro lado, também está claro para nós da Equipe Réseau que nem todas as empresas estão preparadas para essa nova realidade. Pensando nisso, nossa proposta é trazer para o centro da discussão todos os conceitos que devem ser levados em conta pelas empresas. Hoje, apresentaremos o conceito de hipermídia.

Antes de entrarmos no conceito propriamente dito, é importante que se comente sobre os seus três fundamentos: os conceitos de redes sociais (interações humanas, independentes de plataforma ou contexto), mídias sociais (resultado da colaboração entre os indivíduos na geração e propagação de conteúdo) e mídias digitais (que dão o suporte tecnológico necessário ao funcionamento do aparato hipermidiático). Apesar das tradicionais confusões que são feitas com os conceitos de mídias e redes sociais, a hipermídia, por sua vez, só existe com a união indissociável desses três conceitos.


Figura 1: Fundamentos da Hipermídia

Derivada do conceito de hipertexto – a base da programação web, que permite a interação entre as diversas páginas da internet a partir dos conhecidos hiperlinks –, a hipermídia permite um sem-número de combinações entre texto, imagem, som animação e vídeo, criando uma experiência que não tem mais começo, meio e fim pré-estabelecidos aos moldes convencionais. Um texto hipermidiático pode começar e terminar de qualquer página, a qualquer momento, como resultado direto da vontade do usuário. O vídeo a seguir ilustra bem a relação entre o hipertexto e a hipermídia, e quais as potencialidades dessa nova modalidade de comunicação:


  A partir dessa perspectiva, o foco passa a ser a produção do conteúdo em si, com todas as suas possibilidades de interação. Conteúdo que se desprende das formas de veiculação, ou seja, dos meios tradicionais de mídia.

Semana que vem, falaremos sobre a construção da estratégia em hipermídia.

No fim das contas, aguardar é preciso!

Mas só até a próxima semana!