segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Poder da Mobilização nas Redes Sociais

Na última sexta-feira, o mundo foi testemunha de um dos eventos históricos mais importantes deste início de década: a queda do ditador egípcio Hosni Mubarak (30 anos de poder), depois de 18 dias de manifestações populares na chamada “Praça da Libertação”, na cidade do Cairo.

É verdade que este processo está longe de acabar, principalmente dentro do mundo árabe, mas já se podem fazer algumas reflexões a respeito da capacidade das pessoas em se mobilizarem nas redes sociais. Afinal de contas, é claramente sabido que os protestos foram iniciados após uma onda de protestos virtuais em páginas como Facebook e Twitter, e que a falta de uma liderança centralizada foi o principal fator de sucesso para o engajamento das pessoas e a consequente migração do mundo virtual para o mundo real.

Ressalvadas as devidas proporções, o Brasil também viveu uma onda de mobilização virtual, desta vez na noite do dia 03 de fevereiro, quando um apagão deixou oito estados nordestinos às escuras. Na ocasião, as mídias tradicionais só se manifestaram cerca de uma hora depois do ocorrido, trazendo a notícia ainda associada ao Festival de Verão de Salvador, e sem se dar conta das maiores proporções do problema.

Enquanto isso, o Twitter foi o primeiro local onde a informação circulou, ainda que de forma fragmentada. Porém, assim como em outras redes sociais, em menos de 30 minutos já havia milhares de comentários sobre o assunto, e mesmo especulações sobre as reais causas da queda de energia. Indagado por membros da Equipe Réseau, via Twitter, sobre a eficiência da imprensa neste episódio, Milton Jung, conceituado jornalista e âncora de uma grande emissora de rádio paulistana, comentou: “a mídia noticiaria, sim, como o fez; apenas há diferença na velocidade da informação, típica da característica de cada meio”.

O que os empresários podem aprender com isso?

Polêmicas à parte, o que se quer discutir aqui é a influência das mídias sociais no mundo dos negócios. Se um ditador caiu “por causa” do Facebook, e a imprensa não foi tão veloz quanto os internautas na comunicação de um fato, o que esperar, por exemplo, de um consumidor insatisfeito? E de uma centena deles? Será que a mensagem dada pelas mídias tradicionais vai responder de forma rápida e adequada o que vem sendo dito nas mídias sociais?

Nesse sentido, fica evidente que as empresas não podem ignorar essa nova tendência, e que é fundamental a existência de uma visão estratégica, focada ao mesmo tempo na velocidade da ação e na eficácia da informação. Para isso, não basta ter a disposição profissionais competentes no marketing e nas mídias tradicionais. É tempo de profissionais conectados, que consigam identificar problemas e oportunidades, e “réseauvê-los” de maneira rápida e eficaz.

No fim das contas, conectar é preciso! 

Um comentário:

  1. Na linha desta matéria, segue um link para uma outra que trata do mesmo contexto e que achei bem interessante:
    http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/02/15/internet-aumenta-poder-de-busca-e-de-barganha-do-consumidor-de-carros.jhtm

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