segunda-feira, 11 de abril de 2011

Redes, Mídias Sociais e as Visões da Teoria e da Prática

Quando se trata do tema “redes sociais”, existe uma aparente desconexão entre as visões da teoria e da prática: enquanto toda a sociedade vive o deslumbramento com o que considera o fenômeno do século XXI, cientistas de diversas áreas do conhecimento se voltam para o passado e passam a resgatar tudo o que se escreveu e discutiu sobre o tema. As ciências humanas e sociais estão aí para nos lembrar de que o assunto não é nenhuma novidade no campo acadêmico.

Se, para as ciências sociais, as redes sociais sempre existiram, independente da aparição e ascensão da internet, pesquisas realizadas também mostram que, mesmo no mundo virtual, comportamentos típicos das sociedades mais primitivas continuam sendo reproduzidos, como a opressão ao elemento estranho, consequência da necessidade de proteção de grupos anteriormente cristalizados. Psicólogos, por sua vez, veem nos perfis fakes os mesmos problemas de desvios de personalidade já visualizados no mundo real, como a bipolaridade, a psicopatia e mesmo a esquizofrenia.

O ponto de convergência entre teóricos e práticos está no aparato tecnológico que vem dando suporte às plataformas de redes sociais, na dimensão que essas redes estão alcançando, bem como nos reflexos sociais e econômicos da velocidade com que as informações vêm sendo disseminadas. A partir do momento em que se percebe que é a hora e a vez das mídias sociais, torna-se de fundamental importância deixar claro que estes conceitos, apesar de parecidos e intimamente relacionados, são de naturezas distintas. Enquanto as redes sociais já existem desde os primórdios da humanidade, e dizem respeito a toda e qualquer interação entre os seres humanos, as mídias sociais surgem como meio inovador de disseminar informação, tendo como características principais a interatividade e a disponibilidade em tempo real.

Mas, finalmente, o que a minha empresa precisa aprender?

Considerando que o modelo de interações e transmissão de informações era praticamente o mesmo até o surgimento das mídias sociais, muitas empresas conseguiram desenvolver, de forma bem sucedida, sua expertise em comunicação de marketing. Com este novo paradigma se consolidando, o desafio passa a ser o desenvolvimento de novas habilidades, que permitam empresas e colaboradores lidar com a agilidade na troca de conteúdos e na comunicação com clientes, parceiros e fornecedores.

Desta forma, cabe aos novos gestores, estejam eles em empresas de pequeno, médio ou grande porte, entender a lógica das mídias sociais e tirar o melhor proveito das relações nelas construídas para o desenvolvimento da organização.

No fim das contas, comunicar é preciso!

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