segunda-feira, 2 de maio de 2011

Análise Estratégica: Calcanhar de Aquiles do Aspirante a Hércules.

Abrir um negócio não é uma tarefa fácil, ainda por cima num país repleto de dificuldades institucionais como o nosso. Exige competências quase hercúleas daqueles que aspiram se livrar dos patrões e almejam trilhar seus próprios caminhos na cada vez mais perigosa selva dos negócios. Para esses desbravadores, sem dúvidas, o plano de negócios é, ao mesmo tempo, uma poderosa arma e uma competente armadura.

Composta de várias partes inter-relacionadas, esta ferramenta costuma ser negligenciada pela maioria dos empreendedores, principalmente devido ao seu nível de complexidade. Nem todos os aspirantes a empresários estão devidamente familiarizados com termos como “análise de mercado”, “custos marginais” ou “índices de depreciação”, muito menos com questões fundamentais como o planejamento financeiro ou a análise estratégica. A esta última, daremos uma atenção especial, por se tratar de um dos pontos mais importantes, e que deve se perpetuar por toda a existência da empresa (se ela realmente for montada). Infelizmente, na maioria dos casos, a análise estratégica é deixada em segundo plano, ou mesmo esquecida, em detrimento de questões mais tangíveis como “quanto de recursos financeiros precisaremos para o negócio realmente funcionar”.

Para aqueles que ainda não conhecem o termo a fundo, a análise estratégica é a materialização do pensamento sistêmico, que contempla não só as competências internas das pessoas envolvidas no projeto, mas também um olhar sobre o ambiente externo, focado nas habilidades da concorrência, nos desejos e aspirações dos consumidores, a fim de que sejam identificadas possibilidades de inovação e oportunidades de negócios. Dentre as metodologias mais utilizadas com esta finalidade, está a “Análise SWOT” (que alguns autores brasileiros carinhosamente batizaram de FOFA), que apresenta visualmente em uma matriz aspectos como Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças.

Como a tecnologia ajuda neste processo?

Na era da informação e da economia digital, torna-se cada vez mais importante uma análise estratégica bem fundamentada, que permita aos indivíduos acompanhar a dinâmica do mercado e agir de forma rápida e eficaz... E isso só se faz com informação de qualidade, obtida nos meios certos e na hora certa.

Existem ferramentas disponíveis na internet que auxiliam no monitoramento do que se comenta nas redes sociais. Aspirantes a empresários podem compreender o cenário dos negócios de determinado setor a partir do que se discute nas redes, bem como analisar os potenciais concorrentes e descobrir as carências dos clientes. Empresas já constituídas, por sua vez, podem monitorar a própria marca, acompanhando a percepção sobre a própria imagem e percebendo tendências do mercado.

De fato, é uma tarefa trabalhosa, ainda que facilitada pela tecnologia. Caso você ou sua empresa não se sintam confortáveis o suficiente com a tecnologia disponível ou com a metodologia em si, a busca por profissionais qualificados é sempre uma alternativa possível.

No fim das contas, monitorar é preciso.

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