segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Interoperabilidade entre Redes Sociais: será possível?

Em uma das discussões que a Equipe Réseau promoveu a respeito do papel que o Google+ teria no universo das redes sociais, e se realmente o Facebook sentiria o impacto da entrada deste novo player, surgiu um questionamento interessante, e que gostaríamos de dividir com você: seria possível, em algum momento futuro, haver uma interoperabilidade entre as redes sociais?

O raciocínio, num primeiro momento, pode parecer um tanto absurdo: ver pessoas interagindo via seus perfis no Facebook com amigos que possuam Orkut, Google+ ou qualquer outra rede que venha aparecer nos próximos anos. Porém, o raciocínio que fundamenta a pergunta faz sentido, se analisarmos com a mente um pouco mais aberta. Até pouco tempo atrás, as máquinas de cartão de crédito (também conhecidas como POS - Point Of Sale) só aceitavam cartões administrados pela própria rede, num modelo que se perpetuava há mais de 40 anos. 

Modelo esse que usava duas frentes para alcançar um diferencial competitivo: de um lado, quanto mais clientes a bandeira tivesse, maior seria o interesse dos lojistas, que saberiam que seus estabelecimentos ganhariam com o fluxo de clientes; de outro, quanto mais lojistas a bandeira tivesse, maior seria o interesse dos clientes, que veriam a utilidade prática daquele pedaço de plástico que portavam consigo. O resultado desse modelo era evidente: clientes com vários cartões (para não serem pegos desprevenidos), e lojistas com várias máquinas POS (para não perderem oportunidades de vendas). Foi por determinação do Banco Central que esse padrão mudou, e hoje a disputa é justamente para que se defina qual o cartão mais vantajoso para o cliente e qual a máquina POS mais vantajosa para o lojista. 

Outro exemplo clássico de interoperabilidade é o dos telefones celulares. O que faz destes aparelhos um dos pilares da revolução tecnológica que vivemos é justamente o fato de que, com um aparelho de uma operadora, podemos ligar para todas as outras móveis, fixas, deste ou de outro país. Neste modelo de negócio, a escolha do cliente se deve pelo julgamento de quais serviços são mais adequados ao seu perfil, podendo esse cliente escolher manter uma assinatura em uma ou mais operadoras.

É claro que as redes sociais ainda estão em processo de consolidação, e muita coisa pode acontecer até que um fenômeno como esse possa ocorrer. Em todo o caso, deixamos para você um vídeo que trata do assunto, mais pela perspectiva da fusão entre as redes do que pela interoperabilidade em si:


No fim das contas, imaginar é preciso!

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