segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Minha Própria Rede Social: um sonho (im)possível?


Ao longo das últimas semanas, a Equipe Réseau tem apresentado aqui no blog os vários capítulos da batalha entre Google e Facebook pela hegemonia no universo das redes sociais. Diante dos fatos recentes, a única constatação é a de que, por mais que esta batalha ainda esteja longe do fim, o Facebook não sentiu de forma significativa a entrada do Google+, principalmente na internet brasileira.

O titulo da postagem de hoje, porém, vai além de ser uma simples provocação. Ora, se entre as gigantes da tecnologia a briga é emblemática e cheia de particularidades, seria possível que você, pequeno empresário ou simples pessoa física, criasse a sua própria rede social, fazendo dela um sucesso de público e bilheteria? A inspiração para o tema de hoje vem da matéria veiculada na revista INFO, que mostra exemplos de empresários que criaram suas próprias redes sociais, e estão fazendo o maior sucesso.

Qual o segredo delas?

A Equipe Réseau visitou cada um desses sites e, analisando detalhadamente como funcionam, chegou às seguintes conclusões, e divide tudo com você:
  1. Público extremamente segmentado: enquanto Facebook e Google brigam pela liderança nas grandes plataformas de redes sociais, as pequenas centralizam a munição em (inicialmente) pequenos nichos de mercado, como viajantes e amantes da cozinha prática, de modo que concentrem a participação dessas pessoas num ambiente seleto e atrativo;
  2. Serviços de alto valor agregado: não se trata, a priori, da venda de nenhum produto ou serviço, mas da troca de conhecimentos e experiências, elemento de altíssimo valor agregado na economia do conhecimento. Saber se determinado livro é bom (ou não) pela opinião de dezenas de leitores iguais a você é muito mais interessante e agregador do que a opinião de apenas um crítico de literatura;
  3. Modelo de negócio baseado em publicidade: como os espaços não são destinados à venda de produtos e/ou serviços, a fórmula que os donos dessas plataformas encontraram para ganhar dinheiro foi investir na publicidade. Nessas plataformas, empresas especializadas nestes segmentos de mercado, que veem naquela comunidade seleta o público-alvo de seus negócios, divulgam suas mensagens publicitárias, tentando aproximar seus produtos do conhecimento ali compartilhado;
  4. Integração a outras redes sociais: aqui, o conceito de interoperabilidade é efetivamente aplicado. Todas as plataformas analisadas possuem páginas e widgets que fazem a vinculação com Facebook, Twitter, e mesmo Orkut, de forma a integrar seus conteúdos e estarem disponíveis aos participantes das várias redes sociais existentes;
  5. Programação web profissional: por mais que existam plataformas que permitam a criação de sua própria rede social na web, como o Ning™, todas as plataformas criadas pelas empresas analisadas na reportagem utilizaram soluções próprias. Isso significa que o investimento em programação foi relativamente significativo, a ponto de fornecer graus de personalização necessários para tornar as plataformas atrativas a seus potenciais colaboradores.


Esperamos que, com essas dicas, você descubra o nicho de mercado mais adequado para desbravar, e construa uma solução inovadora que se destaque no universo das redes sociais.

Porque, no fim das contas, desbravar é preciso!

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