segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Celebridade na Velocidade das Redes Sociais

Na noite da última sexta-feira, no show de abertura do Rock in Rio 2011, a cantora Kate Perry convidou um de seus fãs a subir ao palco e, depois de uma breve entrevista, beijou-o no rosto. Não bastasse todo o impacto que o incidente causou no fã, o gesto acabou gerando uma mobilização que transcendeu o próprio evento, tendo como principal vitrine as redes sociais. 

O fã, um jovem sorocabano de 24 anos, tornou-se uma celebridade instantânea graças à transmissão ao vivo feita pela TV e pela Internet. Em poucos minutos, seu perfil estava totalmente desvendado no site da Revista Quem, e não se fala de outra coisa nas redes sociais. Foram diversas entrevistas em canais de TV e jornais locais e nacionais e, até o final desta postagem, seu perfil no Twitter já contava com quase 49 mil seguidores.

Mas, que lição eu tiro desse episódio?

O ponto que merece maior destaque nesse episódio é o poder que as mídias tradicionais ainda possuem na sociedade. Não fosse a transmissão ao vivo (mesmo em TV fechada), certamente a repercussão seria menor. Esta é uma forte prova de que, mesmo havendo a ameaça da internet aos demais veículos midiáticos, não há a menor possibilidade (pelo menos por enquanto) de a internet substituir por completo as chamadas mídias tradicionais.

Desta forma, um bom plano de mídia deve contemplar não só as mídias digitais, mas também uma parte em mídias tradicionais, de modo a haver a sinergia dos públicos, e serem aproveitadas as vantagens que cada um destes veículos possui. É claro que o caso apresentado hoje mostra essencialmente o resultado de muita mídia espontânea, bem como do envolvimento direto dos internautas com o ocorrido. Mas, quem disse que sua empresa também não pode se beneficiar deste tipo de acontecimento?

No fim das contas, integrar é preciso!

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