segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Coordenar é preciso...



A coordenação é uma das funções administrativas. Os estudos mais relevantes associados à função de coordenação são os de análise de processos decisórios, centrados essencialmente no aspecto sociológico ou econômico das escolhas humanas em organizações. Dentre as ferramentas administrativas contemporâneas, as usadas para a gestão de processos são as principais aplicações da função de coordenação.

Até aqui o texto soa coerente e plausível para o ambiente acadêmico. E na vida prática? O “como fazer acontecer” é um desafio constante para qualquer administrador. Alinhar esforços, recursos e interesses pode soar como mágica. Será que só quem estava diretamente envolvido com determinado processo sabe como ele saiu do mundo das ideias para o mundo real?

Certamente que não. Ao executar os planos da empresa, o administrador não apenas controla. Ele coordena. Usa de sua racionalidade para enfrentar barreiras não previstas na etapa de planejamento. E isso não é uma arte, é habilidade que pode ser treinada e divulgada entre os que se interessarem.  

As necessidades de documentação e de estabelecimento de critérios para a tomada de decisão explicitam que o pilar da função de coordenação é o pensamento racional. Constantemente se tenta encontrar caminhos unívocos para situações que se repetem no cotidiano das empresas. Isso só é possível com a devida documentação, que diagnostica que determinado “fenômeno” é de ocorrência reiterada na empresa. Para tanto, não importa se a gestão de documentos da empresa é feita em papel ou sistemas eletrônicos. Basta que funcione gerando informações, e não uma massa inútil de dados.

Por outro lado, o estabelecimento de critérios para a tomada de decisão é de difícil implantação. Tem sim um aspecto que depende do “feeling” do administrador, entendido como o conjunto de experiências já vividas por ele em ambientes de negócio que o tornam único para a empresa, embora substituível. Esse ainda não é nosso pulo do gato.

O Sr. Faz Acontecer só sabe conversar, desenrolar problemas e alinhavar soluções que atendem todas as partes interessadas (dentro e fora da empresa) porque alguém um dia lhe ensinou uma parte disso E ele soube raciocinar acerca do que aprendeu, formando uma caixa de ferramentas das quais se vale e sabe usar em cada situação com que se depara. Esse é o pulo do gato. A outra parte é aquele “feeling” que o distingue dos outros, mas não garante seu emprego.

Então, você já encontrou alguém que ensina coordenação?

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