segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais engajados, mais cultos e mais bem-humorados: a sociedade perfeita das redes sociais.

Se, no lema dos jogos olímpicos, a expressão "citius, altius, fortius" (mais rápido, mais alto, mais forte) representava uma das formas de conceber o ideal de ser humano desejado pela sociedade grega, não é leviano dizer que, na sociedade ocidental de hoje, o modelo de ideal de ser humano não deixa de contemplar valores como o engajamento social e político, a elevação cultural e, por último, mas não em menor grau, o senso de humor.

Todos queremos ser conhecidos como seres humanos exemplares, cultos e felizes, que esbanjam diuturnamente energia, sabedoria e bom humor. É claro que isso não é uma constante na nossa vida, nem tudo acontece simultaneamente, mas aí é que está a força do ideal: fazer o praticamente impossível, possível. É nessa perspectiva que se multiplicam nas redes sociais os convites para jogos, as correntes de solidariedade, além das várias tirinhas com trollagens e piadas dos mais variados temas.

Essa "sociedade ideal", que se forma nas redes sociais, não admite que você simplesmente não esteja disposto a jogar, a compartilhar, a se engajar... Aquele que não aceita uma solicitação de jogo, não compartilha uma corrente (a célebre frase "se você gostou, compartilhe" não é a essência de uma corrente?), ou simplesmente não curte aquela imagem extremamente engraçada, é visto como chato, antissocial ou simplesmente sem senso de humor.

Será neste mundo de mensagens incômodas que as mensagens das empresas vão começar a se infiltrar? Que pontos as empresas devem ter em mente na hora de se comunicar com seus atuais e potencias clientes?

No fim das contas, ser crítico é preciso!

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