segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Segredo dos Seguidos no Twitter

Quando se fala em medição de audiência na era digital, sem dúvida, o termômetro mais bem sucedido é o número de seguidores no Twitter. E não é à toa: de todas as redes sociais, o Twitter é o mais rápido, o mais abrangente e, consequentemente, o mais impactante.

Impacto que é gerado não só por celebridades, mas também por anônimos, pessoas físicas ou jurídicas, ou mesmo por pessoas que simplesmente não existem, os chamados perfis fake (do inglês, falso). Sabia que 84.988[1] internautas seguem Cleycianne Ferreira (supostamente uma modelo evangélica, de vida pregressa duvidosa), enquanto apenas 22.138 seguem o Banco Santander, instituição financeira que mais investe em mídias sociais? Mas, então, o que buscam esses internautas que decidem seguir um perfil fake no Twitter? O que esses perfis têm que outros perfis não têm?

Algumas pessoas diriam que o principal atrativo é a pura diversão que o perfil proporciona, o que já não explica os 294.292 seguidores de Eike Batista, o homem mais rico do país. Mas também não é somente a seriedade, já que o empresário, como toda pessoa, tem seus momentos de descontração. Para chegar a essa resposta, a Equipe Réseau vem analisando ao longo do tempo os perfis mais bem sucedidos do Twitter, e chegou à conclusão de que, no fim das contas, o que se espera não é verdade, humor, ou serviço, mas sim (e somente) coerência.

Cleycianne é coerente na constituição que o autor do blog fez de sua personagem, enriquecida com bordões, padrões de escrita, e assuntos determinados. Eike Batista, por sua vez, comenta o que está por trás do quotidiano do homem mais rico do país, algo que ao mesmo tempo gera curiosidade e inspira as pessoas ditas comuns.

Como as empresas podem ser coerentes, e conquistar mais seguidores?

Assim como o Banco Santander, que apresenta nas redes sociais a sua filosofia empresarial, baseada no desenvolvimento sustentável e na valorização da educação e da cultura, algumas das empresas que já se conectaram estão conscientes de que não basta estar no Twitter, postando qualquer coisa, de qualquer jeito, e apenas quando convém. É necessário ter um perfil atrativo, que agregue mais e mais seguidores, a fim de que a mensagem que se pretende passar não seja apenas lida, mas comentada e divulgada pelo maior número de pessoas possível.

Para isso, coisas simples, como a definição da identidade organizacional fazem toda a diferença, pois é a partir da constituição dessa identidade que se pode adquirir a coerência necessária ao sucesso nas redes sociais e levar isso ao mundo dos negócios reais. Como fazer? Uma equipe qualificada, especializada em ferramentas de gestão e em mídias sociais, tem as condições ideais de fazer isso pela sua empresa.

Conectar negócio e plataformas virtuais é preciso!


[1] Trata-se de números colhidos durante a elaboração deste artigo, podendo variar com o decorrer do tempo, para mais ou para menos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os Políticos e as Redes Sociais

Quando se pensa na associação entre redes sociais e política, o grande exemplo que vem à mente é o do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Ainda nas prévias, o então candidato criou uma plataforma virtual que revolucionou o modelo de interação entre candidatos e sociedade.

A estratégia era simples: conscientizar e empoderar a sociedade através do uso das redes sociais, criando um conjunto de recompensas que só eram validas no ambiente virtual. Além de conseguir votos entre os diversos segmentos da sociedade estadunidense (e a consequente vitória nas urnas), o site foi um importante instrumento para a captação de recursos da campanha. A velha máxima que diz que “de grão em grão, a galinha enche o papo” nunca foi tão apropriada: com doações mínimas, chegou-se ao montante de 500 milhões de dólares, quase 1 bilhão de reais!

Mas também há exemplos negativos: na Inglaterra, em uma fatídica conversa do primeiro-ministro Gordon Brown com uma eleitora impetuosa, várias críticas foram feitas ao governo. Apesar de tê-la ouvido silenciosamente, quando entrou em seu carro, esquecendo-se que o microfone estava ligado, o premiê fez comentários, no mínimo, inapropriados. O feito virou sucesso no YouTube, desgastando a imagem do político e ajudando na eleição de seu adversário político, o conservador David Cameron. Este, por sua vez, não só continuou o que os antecessores estavam fazendo em relação a interação e uso da internet e redes sociais como, durante a campanha, deu palestras políticas no conceituado TED.com, virando um dos mais acessados na plataforma.

Dá pra fazer política no Brasil pelas redes sociais?

No Brasil, esta tendência chegou, mas não pegou. Esperava-se que 2010 fosse o ano das eleições virtuais, mas o que se viu ainda está longe do que ocorreu na terra do Tio Sam. Enquanto Obama quebrou paradigmas criando uma rede social focada na construção de um projeto de país, os políticos brasileiros pegaram o que não era revolucionário de sua ideia e o resultado foi pífio: Marina Silva arrecadou pouco menos de 250 mil reais, a plataforma colaborativa de José Serra focava mais na coleta de cadastros do que na participação das pessoas e a campanha de Dilma Rousseff simplesmente não levou as redes sociais a sério.

Mas as eleições municipais de 2012 vêm aí e, mais cedo ou mais tarde, o assunto voltará à tona. Alguns políticos já estão online, mas ainda não conseguem discutir com a sociedade o que ela realmente quer. Enquanto isso, a sociedade continua se mobilizando, elaborando as próprias pautas de discussão, independente da presença de políticos. Exemplo disso é a criação da plataforma WebCidadania (www.webcidadania.org.br), que concentra as principais iniciativas de participação popular em todo o país.

Será que os candidatos continuarão achando que vencerá aquele que tiver somente a melhor campanha de marketing?

Neste caso, conectar-se com a sociedade é preciso! 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Poder da Mobilização nas Redes Sociais

Na última sexta-feira, o mundo foi testemunha de um dos eventos históricos mais importantes deste início de década: a queda do ditador egípcio Hosni Mubarak (30 anos de poder), depois de 18 dias de manifestações populares na chamada “Praça da Libertação”, na cidade do Cairo.

É verdade que este processo está longe de acabar, principalmente dentro do mundo árabe, mas já se podem fazer algumas reflexões a respeito da capacidade das pessoas em se mobilizarem nas redes sociais. Afinal de contas, é claramente sabido que os protestos foram iniciados após uma onda de protestos virtuais em páginas como Facebook e Twitter, e que a falta de uma liderança centralizada foi o principal fator de sucesso para o engajamento das pessoas e a consequente migração do mundo virtual para o mundo real.

Ressalvadas as devidas proporções, o Brasil também viveu uma onda de mobilização virtual, desta vez na noite do dia 03 de fevereiro, quando um apagão deixou oito estados nordestinos às escuras. Na ocasião, as mídias tradicionais só se manifestaram cerca de uma hora depois do ocorrido, trazendo a notícia ainda associada ao Festival de Verão de Salvador, e sem se dar conta das maiores proporções do problema.

Enquanto isso, o Twitter foi o primeiro local onde a informação circulou, ainda que de forma fragmentada. Porém, assim como em outras redes sociais, em menos de 30 minutos já havia milhares de comentários sobre o assunto, e mesmo especulações sobre as reais causas da queda de energia. Indagado por membros da Equipe Réseau, via Twitter, sobre a eficiência da imprensa neste episódio, Milton Jung, conceituado jornalista e âncora de uma grande emissora de rádio paulistana, comentou: “a mídia noticiaria, sim, como o fez; apenas há diferença na velocidade da informação, típica da característica de cada meio”.

O que os empresários podem aprender com isso?

Polêmicas à parte, o que se quer discutir aqui é a influência das mídias sociais no mundo dos negócios. Se um ditador caiu “por causa” do Facebook, e a imprensa não foi tão veloz quanto os internautas na comunicação de um fato, o que esperar, por exemplo, de um consumidor insatisfeito? E de uma centena deles? Será que a mensagem dada pelas mídias tradicionais vai responder de forma rápida e adequada o que vem sendo dito nas mídias sociais?

Nesse sentido, fica evidente que as empresas não podem ignorar essa nova tendência, e que é fundamental a existência de uma visão estratégica, focada ao mesmo tempo na velocidade da ação e na eficácia da informação. Para isso, não basta ter a disposição profissionais competentes no marketing e nas mídias tradicionais. É tempo de profissionais conectados, que consigam identificar problemas e oportunidades, e “réseauvê-los” de maneira rápida e eficaz.

No fim das contas, conectar é preciso! 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Como Ganhar ou Perder Dinheiro com as Redes Sociais

Os canais de interatividade, especialmente as redes sociais, tem sido um grande marco deste início de século, abrindo oportunidades de negócios em todos os segmentos de mercado. São diversas as possibilidades de negócio, e os clientes, praticamente todos os que estão conectados. Não é a toa que ganhar dinheiro através das redes de relacionamento é mais um objetivo presente em qualquer empresa.

Além disso, as redes sociais podem virar termômetro das marcas, identificando períodos em que a imagem da organização está afetada, ou se está em alta. A dinâmica do mercado mudou, e a mensagem é clara: independente do ramo de atividade, aproveitar bem estes espaços é imprescindível para a construção e a manutenção da imagem de uma empresa.

Por outro lado, os consumidores estão cada vez mais conscientes e com maior quantidade de informações, resultado do maior acesso às novas tecnologias. As redes sociais – que sempre existiram – foram potencializadas com a internet, fazendo com que uma situação de descaso com o consumidor chegue ao conhecimento de milhares de pessoas em questão de minutos. Ou seja, apesar de também trazer dinheiro, as redes sociais mostram a força dos descontentes.

É realmente possível que as redes sociais façam uma empresa perder dinheiro?

Marcas famosas como GAP, Fiat, Nestlé e até mesmo a Brastemp (um símbolo nacional do que seria um produto de qualidade) já passaram por situações inusitadas na internet, parando nos tópicos mais comentados de redes sociais. Em todos os episódios, apesar da imagem ter sido afetada negativamente no curto prazo, elas não sofreram sérias distorções. Mas fica no ar a pergunta: até quando?

É preciso que as empresas saiam da zona de conforto na qual continuem não se importando com a reputação dentro da internet. Não basta ter apenas um programa estruturado de relacionamento com seus clientes no “mundo real”, porque, certamente, um cliente insatisfeito certamente utilizará todos os meios possíveis para demonstrar sua insatisfação, principalmente o virtual.

Desta forma, a utilização de ferramentas integradas com a internet pode resolver pequenos desconfortos e grandes problemas de consumidores em um período de tempo relativamente pequeno. Isto, é claro, se a empresa conseguir vencer sua burocracia institucional e fazer do ambiente virtual um canal veloz e eficaz. Para tanto, é necessário o auxílio de profissionais com bagagem em marketing, jornalismo, relações públicos e tecnologias de informação.

Portanto, fique atento e conecte-se. Nenhum cliente espera uma empresa perfeita, mas que, pelo menos, esteja disposta a participar de maneira incisiva na resolução de seus problemas.

Conectar é preciso!