segunda-feira, 25 de abril de 2011

Churrasco de Casamento do Príncipe William: o evento dos excluídos!


Desde que foi anunciado, o casamento do príncipe William com a plebeia Kate Middleton tem sido notícia na maioria dos veículos de comunicação mundiais. O evento, que acontecerá na próxima sexta-feira, 29 de abril, tem mobilizado não só a imprensa, mas também a população, que se mostra mais interessada pela realeza e aguarda ansiosamente pela realização da cerimônia, que será transmitida, ao vivo, para cerca de 2 bilhões de telespectadores em todo mundo[1].

Paralelamente, surgiu no Facebook um evento parodiando o casamento real, intitulado “Churrasco de Casamento do Príncipe William”[2], que rapidamente se espalhou e provocou a curiosidade dos facebookers, que aderiram ao movimento e entraram no clima da brincadeira. Os criadores do anúncio cuidaram de detalhes como horários, comes e bebes, trajes, entre outros, o que provocou comentários e reações das mais diversas na página do evento.

A façanha dos irmãos Amâncio ganhou espaço na mídia, que já divulgou diversas matérias sobre o assunto, o que ajudou ainda mais a movimentar a página e só confirma o sucesso da empreitada. No momento em que esse post foi escrito, mais de 304.000 pessoas estavam confirmadas no evento, mais de 36.000 disseram que talvez confirmariam sua presença no churrasco.

O alcance na mídia, os números de acesso e respostas ao evento criado surpreenderam a Equipe Réseau, que propõe a seguinte questão:

Sua empresa seria capaz de mobilizar tantas pessoas em torno da sua marca?

Com tantos canais de comunicação à disposição dos consumidores, é difícil para qualquer organização mobilizar seus clientes em torno de um objetivo comum, como aconteceu no caso do evento dos irmãos Amâncio. Nesse sentido, as empresas precisam buscar alternativas cada vez mais criativas para atrair seus clientes e fazê-los comentar sua marca, de preferência, por várias semanas após o lançamento do anúncio.

Algumas marcas, pertencentes a empresas de natureza mais leve e criativa, podem apostar em temas divertidos e campanhas virais, como no exemplo citado neste artigo. Porém, empresas cuja imagem transmite uma aparência mais formal, podem utilizar recursos mais discretos, mas igualmente impactantes, como teasers, ou depoimentos de famosos, desde que bem elaborados e com certa dose de suspense e/ou impacto.

Utilizando o poder de disseminação das redes sociais e as estratégias de atração do público-alvo para divulgação da sua campanha, sua marca poderá ser tão ou mais comentada que o Churrasco de Casamento do Príncipe William!

No fim das contas, ousar é preciso!



[1] Dado fornecido pelo Canal Globo News
[2] Churrasco de Casamento do Príncipe William

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Governo e sua Empresa: mais parecidos do que você imagina...

Difícil de acreditar? Ou é mais fácil se convencer de que nenhuma prática empresarial serve para o governo porque ele não busca o lucro e sim o bem-estar da sociedade?

Os governos municipais, os governos estaduais e o governo federal são como empresas porque sabem a realidade de seus clientes e vendem produtos e serviços. Usam o capital de outros (advinha de quem?), fazem empréstimos, têm sócios, têm planos de negócios e planos de marketing – isso mesmo, para se inserirem no mercado e convencerem seus usuários, mesmo que como monopólios.

Suas diretrizes, valores, missão e competências não vêm no formato que usamos na empresa. Estão num documento solene, de linguagem e forma de difícil acesso, mas que nem por isso deixa de representar os interesses dos acionistas e um tipo especial de plano estratégico. Governos são esforços de pessoas para fins determinados. E nisso, não diferem das empresas.

Às vezes o governo busca o lucro? Esse lucro do mercado, da venda, da mão invisível, estaria presente nas atividades do governo?  A resposta é sim, e não apenas para as empresas públicas e sociedades de economia mista que “atuam no domínio econômico”. Vale para todas as repartições, as secretarias, as autarquias e as fundações públicas.

O fenômeno que não enxergamos é: alguns governos, no todo ou em partes, entendem, e algumas empresas também, que lucro nem sempre vem expresso em numerais. E desse entendimento parcial vem o descompasso. Por um lado, sabemos que o benefício de uma escola não está apenas no gasto público realizado para construí-la e mantê-la. É fácil ver para quem vai o lucro nesse caso. Por outro lado, estamos acostumados a ver os governos como uma equipe de executivos descoordenados cujos chefes mandam sinais confusos e ordens aparentemente desconexas o tempo todo. É interessante para alguns que seja assim. Deixamo-nos convencer que um funcionário público é como o administrador dos bens de uma empresa. Isso é verdade. Mas esquecemos a nossa parte nessa empresa, como acionistas com contribuição regulares.

Se você tivesse uma empresa usaria técnicas de gestão do século XIX para administrá-la? Vários “pedaços” do governo, vistos como pequenas empresas e áreas de atuação de determinados executivos, responderiam que sim. Se os seus acionistas não o controlassem, você usaria ganhos da empresa para satisfazer interesses pessoais? Como bom capitalista, você agiria racionalmente em seu interesse naquilo que a lei deixasse. E mesmo se não houvesse lacuna legal, você sabe que alguns colegas seus não teriam barreiras morais em destinar os lucros para interesse próprio – parte do mundo corporativo aceita e estuda esses comportamentos. Por que nos governos eles seriam diferentes? Para quem vai o lucro – não necessariamente financeiro – nesses casos?

Como todas as organizações, os governos são afetados pelo ambiente que se inserem. A resposta à sua deficiência de gestão é complexa. Mas, partindo dessa premissa de sistema aberto e das situações acima visitadas, uma parte da resposta é clara: falta controle social. E essa constatação baseia-se em outro fato sobre essa empresa curiosa: fazemos parte dela.

A partir daí, é fácil afirmar: é preciso tomar atitudes pela mudança!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Redes, Mídias Sociais e as Visões da Teoria e da Prática

Quando se trata do tema “redes sociais”, existe uma aparente desconexão entre as visões da teoria e da prática: enquanto toda a sociedade vive o deslumbramento com o que considera o fenômeno do século XXI, cientistas de diversas áreas do conhecimento se voltam para o passado e passam a resgatar tudo o que se escreveu e discutiu sobre o tema. As ciências humanas e sociais estão aí para nos lembrar de que o assunto não é nenhuma novidade no campo acadêmico.

Se, para as ciências sociais, as redes sociais sempre existiram, independente da aparição e ascensão da internet, pesquisas realizadas também mostram que, mesmo no mundo virtual, comportamentos típicos das sociedades mais primitivas continuam sendo reproduzidos, como a opressão ao elemento estranho, consequência da necessidade de proteção de grupos anteriormente cristalizados. Psicólogos, por sua vez, veem nos perfis fakes os mesmos problemas de desvios de personalidade já visualizados no mundo real, como a bipolaridade, a psicopatia e mesmo a esquizofrenia.

O ponto de convergência entre teóricos e práticos está no aparato tecnológico que vem dando suporte às plataformas de redes sociais, na dimensão que essas redes estão alcançando, bem como nos reflexos sociais e econômicos da velocidade com que as informações vêm sendo disseminadas. A partir do momento em que se percebe que é a hora e a vez das mídias sociais, torna-se de fundamental importância deixar claro que estes conceitos, apesar de parecidos e intimamente relacionados, são de naturezas distintas. Enquanto as redes sociais já existem desde os primórdios da humanidade, e dizem respeito a toda e qualquer interação entre os seres humanos, as mídias sociais surgem como meio inovador de disseminar informação, tendo como características principais a interatividade e a disponibilidade em tempo real.

Mas, finalmente, o que a minha empresa precisa aprender?

Considerando que o modelo de interações e transmissão de informações era praticamente o mesmo até o surgimento das mídias sociais, muitas empresas conseguiram desenvolver, de forma bem sucedida, sua expertise em comunicação de marketing. Com este novo paradigma se consolidando, o desafio passa a ser o desenvolvimento de novas habilidades, que permitam empresas e colaboradores lidar com a agilidade na troca de conteúdos e na comunicação com clientes, parceiros e fornecedores.

Desta forma, cabe aos novos gestores, estejam eles em empresas de pequeno, médio ou grande porte, entender a lógica das mídias sociais e tirar o melhor proveito das relações nelas construídas para o desenvolvimento da organização.

No fim das contas, comunicar é preciso!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Polêmicas na Internet e campanhas virais: um bom casamento?

Surgem na Internet, cada vez mais frequentemente, novas polêmicas envolvendo a imagem de personalidades e empresas, as quais podem aparecer em forma de matérias em revistas, jornais digitais, posts em redes sociais, tweets e demais meios on-line. Diante desse cenário, está cada vez mais difícil diferenciar o que são polêmicas, de fato, e o que são informações “plantadas” em função de campanhas de marketing viral.

O marketing viral teve sua origem nos meios digitais e tem como objetivo promover determinado produto, ou marca, através da disseminação de informações impactantes on-line. Assim como um vírus, propriamente dito, a intenção é que a informação se propague de forma rápida, que fique na mente das pessoas por algum tempo e, com isso, reforce uma determinada marca ou produto especifico.

Uma campanha de marketing viral não necessariamente nasce de um tema polêmico, mas a Equipe Réseau verificou que esse tipo de abordagem tem sido cada vez mais comum e, em alguns casos rende bons frutos. Um exemplo disso foi o caso João e Lica, campanha criada pela Agência Teaser®, cujo objetivo foi o de comprovar a visibilidade, o alcance e a eficiência de determinada mídia exterior, por meio de um anúncio instalado no alto de um prédio, na cidade de Aracaju.

Segue o vídeo para um entendimento completo da campanha.


Nessa campanha, foi criada uma polêmica entre um casal fictício e exposta no espaço de publicidade, sobre o qual se desejava comprovar a eficiência da exposição de outros anúncios. A partir do primeiro banner instalado no prédio, com uma mensagem trocada entre o casal, a polêmica espalhou-se pela Internet, gerando o burburinho típico do marketing viral.

Nesse sentido, as Redes Sociais exercem papel preponderante no sucesso do marketing viral, visto que são o meio mais ágil de disseminação de informações na Internet e reúnem formadores de opinião e uma série de recursos digitais para diversos formatos de mídia.

E onde minha empresa entra nisso?

Mesmo que não tenha como objetivo criar uma campanha viral para sua empresa nesse momento, ou não deseje associar sua marca a algum tipo de polêmica que gere resultados exponenciais de audiência, é interessante que o empresário/administrador esteja ciente do poder multiplicador das redes sociais. É necessário ainda saber distinguir o que é de bom tom nesse tipo de campanha. Mesmo com certa agressividade na estratégia, como no caso João e Lica, é necessário certo cuidado para não associar uma imagem negativa à marca que se deseja promover.

Tomando esses cuidados e sabendo a hora certa de agir, sua empresa poderá ser muito bem sucedida um uma campanha viral.

Multiplicar é preciso e as redes sociais estão aí para ajudá-lo!