segunda-feira, 30 de maio de 2011

Hipermídia: compreendendo o poder da interatividade

Em textos anteriores, temos discutido sobre temas chave ligados à dinâmica da comunicação na internet. Falamos sobre redes sociais, mídias sociais, e todos os desafios que as empresas têm pela frente nesse cenário ainda nebuloso, mas que vem se consolidando como o novo paradigma do mundo dos negócios. Já ficou claro que, na era da Web 2.0, o poder está cada vez mais nas mãos do cliente, e que as empresas devem pensar em estratégias que contemplem essa nova dinâmica de forças.

Por outro lado, também está claro para nós da Equipe Réseau que nem todas as empresas estão preparadas para essa nova realidade. Pensando nisso, nossa proposta é trazer para o centro da discussão todos os conceitos que devem ser levados em conta pelas empresas. Hoje, apresentaremos o conceito de hipermídia.

Antes de entrarmos no conceito propriamente dito, é importante que se comente sobre os seus três fundamentos: os conceitos de redes sociais (interações humanas, independentes de plataforma ou contexto), mídias sociais (resultado da colaboração entre os indivíduos na geração e propagação de conteúdo) e mídias digitais (que dão o suporte tecnológico necessário ao funcionamento do aparato hipermidiático). Apesar das tradicionais confusões que são feitas com os conceitos de mídias e redes sociais, a hipermídia, por sua vez, só existe com a união indissociável desses três conceitos.


Figura 1: Fundamentos da Hipermídia

Derivada do conceito de hipertexto – a base da programação web, que permite a interação entre as diversas páginas da internet a partir dos conhecidos hiperlinks –, a hipermídia permite um sem-número de combinações entre texto, imagem, som animação e vídeo, criando uma experiência que não tem mais começo, meio e fim pré-estabelecidos aos moldes convencionais. Um texto hipermidiático pode começar e terminar de qualquer página, a qualquer momento, como resultado direto da vontade do usuário. O vídeo a seguir ilustra bem a relação entre o hipertexto e a hipermídia, e quais as potencialidades dessa nova modalidade de comunicação:


  A partir dessa perspectiva, o foco passa a ser a produção do conteúdo em si, com todas as suas possibilidades de interação. Conteúdo que se desprende das formas de veiculação, ou seja, dos meios tradicionais de mídia.

Semana que vem, falaremos sobre a construção da estratégia em hipermídia.

No fim das contas, aguardar é preciso!

Mas só até a próxima semana!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

As Redes Sociais e os Pequenos Empreendedores

Não é novidade que a internet é o espaço mais democrático para aqueles que desejam abrir o seu próprio negócio. Seja pela facilidade de criação de páginas, seja pela diversidade de públicos que podem ser atendidos sem a necessidade de grandes investimentos. O grande problema dos empreendedores ainda é a falta de experiência de negócios, inclusive no mundo virtual.

Se as dúvidas ganham uma nova roupagem neste processo de diversificação de mercados, as soluções também vêm de maneira inovadora: tanto para pessoas físicas, quanto para pessoas jurídicas, as redes sociais têm crescido nos últimos anos e aberto novas formas de comunicação. No caso do empreendedor, especialmente o pequeno e o micro, a maioria desses canais possibilita comunicação rápida e gratuita, quebrando as fronteiras impostas pela falta de capital.

É fato que a diversidade de públicos nas redes sociais é bastante variada. As mais conhecidas, como o Facebook, Orkut, Twitter e MySpace, por exemplo, focam públicos com perfis distintos e permitem ações como postagem de fotos, vídeos, links, criação de anúncios e interação com amigos e seguidores de forma segmentada, por meio da criação de grupos e listas de envios. Há os casos que, de tão curiosos, beiram o absurdo[1]: a rede social Ashley Madison, que já possui quase 9,5 milhões de seguidores, estimula os associados simplesmente a terem casos extra-conjugais!

Mas, voltando ao nosso foco, há redes sociais especificamente voltadas carreiras, cujo exemplo mais famoso é o Linked In; ou redes especializadas no compartilhamento de vídeos, como o Youtube. No caso das redes sociais voltadas para empreendedores, há dezenas delas espalhadas pelo mundo, reunindo pequenos e médios empresários que buscam novas formas de comunicação. No Brasil, temos conhecimento da rede Empreendemia e da Business Brasil, voltadas especificamente para empreendedores. Além da rede Mulher Empreendedora, voltada para o público feminino que deseja empreender. Neste tipo de rede, o empreendedor pode fazer contatos e conhecer melhor concorrentes, ou possíveis parceiros. Além disso, pode partilhar experiências e descobrir soluções para problema em seu setor de atividades.

E como eu posso usar isso tudo a meu favor?

Diante desse novo cenário, os pequenos empreendedores têm a chance de divulgar seus trabalhos, conquistar clientes e fazer parcerias, por meio de perfis criados na Internet. A vantagem disso é o baixo custo e o alcance que este tipo de ação proporciona. Uma ótima relação custo-benefício!

No fim das contas, socializar é preciso!


[1] Para outros exemplos curiosos de redes sociais, clique aqui.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A culpa é do sistema?

O software era lindo: ótima apresentação e facílimo de usar. Até alimentar os dados era simples! Tabelas coloridas e dinâmicas, painéis com diversos tipos de informações e o que mais a área estratégica imaginasse ser sua necessidade sairiam do computador. Com apenas um clique tudo isso estaria semanalmente, diariamente no seu e-mail.

Mas você ainda se questiona: “Onde eu estava com a cabeça quando resolvi cair na conversa daquele consultor sobre o sistema informatizado para monitorar meus empregados, as vendas, meus clientes?” É, Empreendedor, o sistema não deu certo, e você ainda descobriu que a incômoda quantidade de papel e de pessoas na sua empresa, seu suposto maior problema, na verdade era um sintoma. Uma forma física de manifestação da carência de racionalidade nos processos correntes da sua empresa.

E o que você fez? Modernizou seu problema, claro! Deu um novo formato (ou shape, se quiser seguir a tendência) e acabou precisando de mais pessoas, e até de mais papel, para tentar fazer funcionar aquilo que antes funcionava, mas não do modo ideal.

Sentiu-se iludido, ludibriado. O caso do dito popular mesmo, de comprar gato por lebre. Você acreditou que a outra parte da conversa do consultor sobre racionalização de processos era balela. Inferiu que, se todas as empresas estavam se informatizando, a solução para a sua era fazer o mesmo.  Foi direto pro salto duplo sem nem fazer cambalhota...

Mas isso é normal. Ficamos endurecidos para as soluções tradicionais, achando que são retrógradas, difíceis de implantar e antieconômicas. Como diz o escritor, o óbvio é difícil de enxergar. Um fluxograma, um procedimento operacional padrão documentado, uma conversa face a face em vez de um e-mail para aquele senhorzinho que faz a mesma coisa há quase 30 anos, essas coisas simples que resolvem mais que três telas e dois cliques. 

Mas nós insistimos em começar pelo avançado, e não pelo básico. E aí fica fácil dizer que a culpa é do sistema. Sua (des)organização, seus funcionários, seus clientes e a papelada não são funcionais porque falta mais uma ferramenta para o sistema, que não é tão bem feito como o vendedor te fez acreditar. 

Bem, vê-se que, às vezes, ou talvez na maioria das vezes, não sabemos o que queremos. Partimos do diagnóstico errado e culpamos a cor da folha da árvore quando o problema na verdade está na raiz.

No fim das contas, reestruturar é preciso!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

E a Réseau está falando para o mundo...

Desde a nossa primeira postagem, em 07 de fevereiro deste ano, algumas de nossas preocupações tem sido não só com o público que queremos atingir, mas também com o público que estamos efetivamente atingindo. Entrando neste quarto mês de postagens semanais ininterruptas, sempre às segundas-feiras, sabemos que ainda existe um longo caminho até a nossa consolidação como canal de informação na área de redes, mídias e tecnologias sociais, mas já estamos bastante orgulhosos do alcance de nosso conteúdo.

Segundo os relatórios do Google Analytics, mesmo com postagens apenas em português, falta muito pouco para termos sido lidos por internaturas dos cinco continentes. É claro que a maioria das visitas é feita por brasileiros, mas ficamos surpreendentemente contentes com visitas realizadas por estadunidenses, alemães, dinamarqueses, húngaros, franceses, israelenses, moçambicanos, italianos e filipinos.

Figura 1: Origens dos acessos ao blog Réseau.
Fonte: Google Analytics

Ainda de acordo com nossas estatísticas, 67,4% dos acessos são originados do Google, enquanto nossas páginas nas redes sociais (Facebook e Twitter) respondem por 21,6%. Números que ratificam a importância das ferramentas de busca no cenário da Internet, mas que não deixam de ressaltar o crescimento do papel das redes sociais.

Estamos aprendendo a colaborar com você, quando se trata de redes, mídias e tecnologias sociais. Muita coisa vem por aí, e nossas estratégias estão sendo, aos poucos, desenvolvidas e consolidadas. Por enquanto, gostaríamos de agradecer a sua atenção. Esperamos, sinceramente, que o conteúdo trazido por nós esteja sendo útil nas reflexões sobre o papel das redes sociais e da tecnologia no mundo dos negócios.

E lembre-se: conectar é preciso!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Análise Estratégica: Calcanhar de Aquiles do Aspirante a Hércules.

Abrir um negócio não é uma tarefa fácil, ainda por cima num país repleto de dificuldades institucionais como o nosso. Exige competências quase hercúleas daqueles que aspiram se livrar dos patrões e almejam trilhar seus próprios caminhos na cada vez mais perigosa selva dos negócios. Para esses desbravadores, sem dúvidas, o plano de negócios é, ao mesmo tempo, uma poderosa arma e uma competente armadura.

Composta de várias partes inter-relacionadas, esta ferramenta costuma ser negligenciada pela maioria dos empreendedores, principalmente devido ao seu nível de complexidade. Nem todos os aspirantes a empresários estão devidamente familiarizados com termos como “análise de mercado”, “custos marginais” ou “índices de depreciação”, muito menos com questões fundamentais como o planejamento financeiro ou a análise estratégica. A esta última, daremos uma atenção especial, por se tratar de um dos pontos mais importantes, e que deve se perpetuar por toda a existência da empresa (se ela realmente for montada). Infelizmente, na maioria dos casos, a análise estratégica é deixada em segundo plano, ou mesmo esquecida, em detrimento de questões mais tangíveis como “quanto de recursos financeiros precisaremos para o negócio realmente funcionar”.

Para aqueles que ainda não conhecem o termo a fundo, a análise estratégica é a materialização do pensamento sistêmico, que contempla não só as competências internas das pessoas envolvidas no projeto, mas também um olhar sobre o ambiente externo, focado nas habilidades da concorrência, nos desejos e aspirações dos consumidores, a fim de que sejam identificadas possibilidades de inovação e oportunidades de negócios. Dentre as metodologias mais utilizadas com esta finalidade, está a “Análise SWOT” (que alguns autores brasileiros carinhosamente batizaram de FOFA), que apresenta visualmente em uma matriz aspectos como Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças.

Como a tecnologia ajuda neste processo?

Na era da informação e da economia digital, torna-se cada vez mais importante uma análise estratégica bem fundamentada, que permita aos indivíduos acompanhar a dinâmica do mercado e agir de forma rápida e eficaz... E isso só se faz com informação de qualidade, obtida nos meios certos e na hora certa.

Existem ferramentas disponíveis na internet que auxiliam no monitoramento do que se comenta nas redes sociais. Aspirantes a empresários podem compreender o cenário dos negócios de determinado setor a partir do que se discute nas redes, bem como analisar os potenciais concorrentes e descobrir as carências dos clientes. Empresas já constituídas, por sua vez, podem monitorar a própria marca, acompanhando a percepção sobre a própria imagem e percebendo tendências do mercado.

De fato, é uma tarefa trabalhosa, ainda que facilitada pela tecnologia. Caso você ou sua empresa não se sintam confortáveis o suficiente com a tecnologia disponível ou com a metodologia em si, a busca por profissionais qualificados é sempre uma alternativa possível.

No fim das contas, monitorar é preciso.