segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Sociedade e as Estruturas Governamentais: Reflexões para um Governo em Rede

“A sociedade em rede, em termos simples, é uma estrutura social baseada em redes operadas por tecnologias de comunicação e informação fundamentadas na microeletrônica e em redes digitais de computadores que geram, processam e distribuem informação a partir de conhecimento acumulado nos nós dessas redes”. (Manuel Castells)

Nós vivemos numa sociedade em rede. Tentamos diariamente compreender e criar significados pessoais para a mudança de paradigma em andamento. Em vez de pensarmos na evolução humana linear (ou como uma espiral de conhecimento, para alguns), assumimos o caos da revolução tecnológica.  Em um instante, mudamos nossa capacidade de comunicar e de encontrar informações.

E como isso impacta as estruturas governamentais? Talvez um sintoma seja a nossa preocupação com o Twitter do STF ou de determinado parlamentar. Quem nunca precisou checar o CPF no site da Receita ou teve a grata surpresa de saber que certidões negativas podem ser obtidas com alguns cliques? Outro sintoma é a institucionalização de políticas públicas por meio de redes de estruturas administrativas (diversos parceiros são os nós da rede, descentralizada).

Em tempos de invasões e ataques a bases de dados governamentais – sem que isso se configure como crime – fica fácil identificar nosso descompasso. Transitamos entre a sociedade em rede e as estruturas tradicionais. Nos governos, como a forma adotada é a burocrática, esse descompasso às vezes parece intransponível, apesar de iniciativas pontuais como os exemplos supracitados.

Redes sociais são manifestações da sociedade em rede. Apareceram apenas depois de outras, como a economia em rede, conhecida por nova economia. São estímulos a uma nova sociabilidade para aqueles que integraram as tecnologias na sua vida, aqueles que “ligam a realidade virtual com a virtualidade real”. Assim, o processo político e o aparelho que o representa são transformados pela virtualidade real. E aí, o conceito de Estado-Nação começa a sofrer o risco de ser superado em função da descentralização crescente.

Ao mesmo tempo, é inegável o papel dos governos nesta sociedade em rede. Se você os vê como potenciais clientes, deve começar a refletir sobre as formas de comunicação de que eles se utilizam.

Talvez você consiga um bom negócio se ficar atento aos canais abertos para os fornecedores governamentais, indo além dos portais de compras...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Hipermídia: compreendendo o poder da interatividade (o retorno)

No último dia 30 de maio, iniciamos a discussão sobre o conceito de hipermídia, e ficamos de apresentar, logo na semana seguinte, algumas dicas de como desenvolver sua estratégia em hipermídia. Infelizmente, por problemas de ordem superior, não foi possível cumprir o cronograma estabelecido, no que pedimos nossas desculpas.

Hoje, finalmente, daremos continuidade ao tema, trazendo para você alguns pontos de reflexão sobre a construção de uma estratégia eficiente utilizando a hipermídia:

ü  Audiência: Um dos grandes riscos da internet é justamente a sua capacidade de difundir qualquer mensagem por todo o mundo, num curto espaço de tempo. Por isso, é muito importante saber para quem você pretende falar. Se você não tem claramente definido o destinatário de sua mensagem, ela simplesmente pode se perder no meio do caminho! E não queremos navegar sem saber onde chegar, não é verdade?
ü  Objetivos: Não basta querer estar na internet. É necessário ter objetivos claramente estabelecidos de que mensagem você pretende passar. Trata-se da divulgação de um produto ou serviço, da divulgação da própria imagem corporativa ou de uma promoção com prazo determinado? Cada um desses objetivos tem uma mensagem a ser passada, e exige competências diferentes de quem pretende comunicar.
ü  Plano Estratégico: Integrar as ações de hipermídia com o planejamento estratégico da empresa é mais do que importante, é necessário! Ações desconectadas do planejamento estratégico da empresa podem levar não só a mensagens truncadas, como a problemas de imagem que podem gerar consequências das mais desastrosas...
ü  Táticas: Quais as plataformas que serão utilizadas pela sua empresa? Aquelas que o seu cliente está, lógico! Não queira estar em todas, se o seu cliente não está, nem se você não tem condições de manter um conteúdo atrativo e atualizado. Existe coisa mais frustrante do que entrar no perfil de uma empresa e ver seu conteúdo desatualizado?
ü  Ferramentas: Para estar em todas as redes que os seus clientes estão, você não precisa passar horas a fio conectado! Existem várias ferramentas que podem ajudar você a manter seu conteúdo sempre atualizado e integrado. Numa rápida pesquisa na internet você conhecerá varias dessas ferramentas, e poderá escolher a mais adequada.
ü  Métricas: Número de novos amigos e/ou seguidores, de comentários, ou de contratos de negócio efetivamente fechados? É essencial que se estabeleçam métricas claras para avaliar o desempenho de sua estratégia de hipermídia. Sem isso, você corre o risco de achar que está tudo dando certo, e continuar investindo da maneira inadequada.

Esperamos que você possa utilizar essas dicas e melhorar a sua comunicação nas mídias sociais.

Porque, no fim das contas, comunicar é preciso!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Está Aberta a Corrida por Treinamento em Redes Sociais!

Com o crescente sucesso e a popularização das redes sociais, tem crescido também a demanda por cursos de capacitação e especialização sobre o tema. Diante desse cenário, a Equipe Réseau coloca algumas questões: As pessoas sabem o que elas querem aprender sobre o uso das redes sociais? Será que os cursos realmente oferecem o que o público está procurando? Os profissionais estão preparados para ensinar?

Primeiramente, precisamos considerar a latência do tema, visto que o surgimento das redes sociais mais famosas atualmente data de meados de 2004. Devido ao fator novidade, não haveria tempo para a sistematização do conhecimento. Nesse sentido, boa parte dos cursos e treinamentos sobre o tema baseia-se no empirismo, proveniente das atividades e da busca diária por conhecimento na área. Consequentemente, tutores, facilitadores, professores, ou seja lá como o leitor quiser classificá-los, são profissionais que estão inteiramente ligados ao mercado. O que, por um lado, é muito bom, pois traz aos interessados as últimas tendências de aplicação da ferramenta; por outro, pode ser perigoso, visto que ensinar o como sem os porquês pode ser uma solução de curto prazo, mas que não gera desenvolvimento de longo prazo.

Em segundo lugar, a preocupação se volta para o fato de o público de redes sociais ainda não ter se apropriado da dimensão deste universo. O que resulta em um conhecimento limitado sobre as possibilidades de exploração de ferramentas e estratégias apropriadas. Esta indefinição impacta ambos os lados, aprendiz e instrutor, o que resulta em pessoas com muita sede de aprender, outras empenhadas em ensinar, mas sem saber o que ao certo o que explorar em meio a esse mundo de oportunidades.

No fim das contas, independente da qualidade da informação, correr atrás dela é preciso!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Reflexões sobre o Uso da Informação Contábil nas Empresas

Os contadores! Imersos numa linguagem própria, cercados de números que atendem com perfeição a toda e qualquer demanda da legislação vigente. E esses números! Têm significado para os gerentes da própria empresa? São dados, informações, ou desinformações? Os potenciais investidores conseguem um retrato fidedigno da empresa por meio dos demonstrativos contábeis e de suas diversas notas explicativas?

Essas indagações me levam a outra muito maior: O que devo esperar do meu departamento de contabilidade? Algumas respostas são óbvias:
- Que ele me ajude a pagar o mínimo de tributos e a cumprir o máximo das leis.
- Que a empresa apresente números que atraiam investidores.

Porém, peço que me deixe ir mais fundo. Pago um time de contadores e contabilistas e técnicos em contabilidade para eles medirem e analisarem o patrimônio de um ente que criei e tem vida própria. Então, esses doutos precisam contribuir para o crescimento e a manutenção do tal ente. Devem fornecer relatórios gerenciais que suportem as decisões a serem tomadas aqui na empresa. Indo bem além do raio-X do patrimônio em ativo, passivo e patrimônio liquido.

Assim, o que eu quero é a contabilidade gerencial, e não a tradicional e autorreferenciada. Não preciso de números exatos, e sim que eles aproximem e indiquem caminhos precisos. Quero a composição do patrimônio, os custos de mantê-lo e os compromissos para aumentá-lo.

E quero que você analise se já tem isso aí no seu negócio. 

É preciso contabilidade, e o fim dela é a gestão!