segunda-feira, 25 de julho de 2011

Google+ e o Deserto Social...

Apesar das grandes expectativas geradas pela estratégia de restrição das licenças elaborada pelo Google no lançamento do Google+, o que se vê na nova rede, além do entusiasmo e da sede por novidades vivenciada a cada lançamento na Web, é um nítido marasmo, acompanhado de comentários negativos feitos pelos usuários convidados. Todos reclamam da mesmice, da falta de novidades perceptíveis na nova rede social, mesmo que esta ainda esteja em fase de testes. Diante desse cenário, é normal que se questione se realmente  virá o tão anunciado sucesso do Google+, que promete abrir as portas ao grande público já no próximo dia 31 de julho.


Os Motivos do Marasmo...

Pensando de maneira genérica, as redes sociais são frequentadas, basicamente, pelas mesmas pessoas, se considerarmos redes com objetivos genéricos e diversificados, como o Orkut e o Facebook. Nesse sentido, fica a seguinte questão: o que faz com que estas pessoas migrem de uma rede para outra? Sabendo que, entre os requisitos para que isso aconteça, estão as funcionalidades oferecidas, é basicamente nisso que o Google+ parece apostar. A questão é saber se o valor das novas funcionalidades será realmente percebido pelo público-alvo, ou se continuará sendo visto como um mix de Orkut e Facebook, disfarçado por uma nova roupagem.

A princípio, os comentários em blogs, fóruns e na própria rede, a qual a Equipe Réseau já tem acesso, nos levam a crer que o lançamento da nova empreitada está ameaçado por uma onda de descrença e estagnação por parte dos atuais e futuros usuários.

Sendo assim, talvez o problema não esteja ligado ao caráter inovador das funcionalidades, que de fato se faz presente, mas sim à capacidade do usuário adotar uma nova plataforma, visto que muitos ainda estão tomando conhecimento do boom do Facebook, concorrente direto do Google+, e começam agora a migrar do Orkut e demais redes para a ferramenta criada por Zuckerberg.

Diante deste cenário, só nos resta aguardar e acompanhar o lançamento irrestrito do Google+, para ver qual será o resultado desta mais nova empreitada.

Afinal de contas, preocupar-se com a adoção da nova tecnologia é preciso!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Onde a Corrupção se Materializa

Hoje radialistas comentavam que o DNER – Departamento Nacional de Estradas e Rodagem – teve sua extinção após um escândalo de corrupção distante na memória brasileira. O DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes viera para substituí-lo. Já o site do DNIT diz que a lei que o criou reestruturara o sistema de transporte rodoviário, aquaviário e ferroviário do Brasil. Qualquer que seja o motivo da “mudança”, faz-se notória a intenção de adotar uma nomenclatura mais robusta e austera para comunicar ao público que houvera (ou estaria prestes a acontecer) a adoção de um novo paradigma para a regulação e o provimento brasileiro de estradas.

Contudo, o mercado da “infraestrutura de transportes” contempla vários agentes em constante barganha e negociação. Não é mero balcão de empreiteiros de família ou fatias partidárias. O principal comprador de estradas e itens correlatos do Brasil – o governo – se organiza como qualquer empresa, mediante critérios de departamentalização e, em alguns casos menos retrógrados, com planejamento estratégico complexo e até gestão de riscos.

Este post elucubra sobre a mudança em organizações públicas. Trocar o layout, a alta cúpula, o nome, o vinculo ministerial ou até mesmo de sede não são passos para uma reengenharia. São siluetas do discurso óbvio e ululante: a mudança não é desejada, sequer tem reconhecida sua necessidade pelos diretamente envolvidos com a contratação de estradas.

E quem pensa assim? Essencialmente, os servidores públicos do meio da cadeia, que vão trocar de mesa, de prédio e ter suas carreiras reformuladas (ou perder os cargos em comissão) porque alguém não foi discreto o suficiente numa contratação. Ou porque os critérios lineares de cotas de obras ficaram defasados demais para ninguém notar. Ou porque a ordem superior, que normalmente chegava encoberta de uma lisura legal e moral, perdeu o verniz. Aí a corrupção, sutil e sagaz por natureza, deixa de ter seu meio de circulação. E assim vira escândalo.

Daqui a pouco alguém virá com uma inovadora idéia de mudar o marco legal de contratações de obras de engenharia. Ou melhor, já vieram há tempos com essa idéia... Virá também um moralizador, pessoa que ainda tem algum verniz para fazer figura lá no ministério enquanto os ânimos se acalmam. Mesmo que para isso seja necessário mudar a regra interna de indicação de diretores. Prepare-se, talvez o DNIT mude de nome e de forma. Afinal, qual a finalidade de uma autarquia se a Nova Gestão Publica dita mais eficiência e menos burocracia? Façam-se termos de parceria com empreiteiras, que nunca deixarão de ser, ipsis literis, organizações da sociedade civil de interesse público.

A corrupção é fenômeno social que se materializa nas repartições publicas diariamente. Não é hostil ou deselegante. Pelo contrário, causa lisonja naqueles burocratas de pouca firmeza moral que querem ascender e é, por fim, o principal entrave às tentativas de mudança nos paradigmas de gestão pública.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

(De: Orkut | Para: Google+) Conselhos de um Irmão mais Velho

Na semana passada, a Equipe Réseau falava para você sobre o Google+ da mesma forma que a maioria dos internautas de todo o planeta: como meros espectadores que acompanhavam o que tinha sido veiculado pela imprensa especializada. Hoje, a perspectiva é outra: os integrantes da Equipe Réseau também fazem parte do seleto (porém crescente) grupo usuários que está conhecendo a plataforma neste período de testes.

A vantagem de participar das versões beta, de uma forma geral, é poder opinar sobre o que deve e o que não deve, entre aspas, ser copiado. Você há de concordar que, ultimamente, são poucas as inovações existentes entre uma rede social e outra. De certa forma, pode-se afirmar que há uma tendência para a padronização de layouts e das principais funcionalidades, como álbuns de fotos, chats e links para conteúdo externo.

Nessa perspectiva de fazer comparações entre o Google+ e as plataformas já existentes, a Equipe Réseau dedicou-se um pouco mais à análise dos principais pontos positivos do Orkut, que podemos considerar como o irmão mais velho do Google+, e que já foi hegemônico entre os internautas brasileiros. Como resultado desta análise, foram reunidas as cinco características consideradas fundamentais no sucesso do Orkut, as quais o Google não deveria esquecer na consolidação do Google+:

  1. Penetração Regional: o Brasil foi o campeão de audiência do Orkut desde o seu surgimento. Isso significa não só que o brasileiro é adepto à tecnologia, mas também que o brasileiro é propenso ao compartilhamento de experiências e conhecimento que o modelo de interação baseado em comunidades;
  2. Comunidades: as comunidades do Orkut são, sem dúvida, a maior riqueza desta rede social. Apesar de serem vinculadas aos perfis dos usuários, as comunidades fluem de maneira independente. O resultado deste modelo é uma maior interatividade entre os usuários, que promove a construção coletiva do conhecimento por meio do uso de fóruns, pesquisas e compartilhamento de conteúdo externo.
  3. Tags e Privacidade: com a evolução das tecnologias de reconhecimento facial, qualquer pessoa pode ser identificada em uma foto. Mas aí vem a pergunta: e se eu não quiser ser marcado nas fotos alheias? O Orkut possui uma função que permite que a privacidade seja preservada, impedindo que a pessoa seja marcada em fotos. Além disso, não existem marcações em tags nas postagens, outro motivo de incômodo a alguns usuários.
  4. Aniversários: as redes sociais não acabaram totalmente com as agendas de aniversários, mas facilitaram bastante a tarefa de lembrar dos aniversariantes e felicitá-los pela data querida;
  5. Sexto Grau de Separação: provar que a teoria do mundo pequeno é válida foi o motivo original da criação do Orkut. Atualmente, apenas o LinkedIn utiliza a lógica do diagrama de relações para ilustrar como duas pessoas estão relacionadas.

Se o Google+ conseguir manter algumas destas características, não há por que não acreditar que esta será uma empreitada bem-sucedida na busca por um lugar ao sol no mundo das redes sociais.

No fim das contas, aprender com as boas experiências é preciso!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Google+: mais uma Rede Social?

Semana passada, os principais veículos de comunicação na área de tecnologia em todo o planeta só falaram de um assunto: Google+ (leia Google Plus). Trata-se da mais nova rede social desenvolvida pelo Google, que promete superar o Facebook, pelo menos no que diz respeito à completude dos dados demográficos de usuários.

Fato é que, logo após ser lançada, a rede social já provocou alvoroço entre os mais conectados. Se, por um lado, os convites distribuídos foram tão limitados que acabaram em poucos mais de 48 horas, gerando até mesmo propostas de venda de convites nos sites de leilões online, por outro, a plataforma já está aberta a novos cadastros de interessados em receber novos convites.

O Google+ aposta no diferencial das conversas por vídeo e nos círculos de amigos. Este último busca a valorização da pessoalidade dos contatos, paradoxalmente, quando se trata de relações em redes sociais. É uma estratégia interessante, quando se utiliza o argumento de que não é necessário compartilhar tudo com todos, mas apenas algumas informações com as pessoas certas. Nesse sentido, são aplicados conceitos básicos de segmentação e nicho, voltados para as informações compartilhadas pessoa a pessoa, na internet 2.0.

Confira no vídeo a seguir uma breve apresentação disponibilizada pelo próprio Google no Youtube e divulgada na página do Google+:

  
Mas você deve estar se perguntando: por que eu preciso conhecer o Google+?

Primeiramente, é sempre importante lembrar que o Google é uma das maiores empresas do mundo da tecnologia e domina boa parte das ferramentas Web. Por esta razão, todo e qualquer lançamento desta empresa tem a possibilidade de mexer com a maneira como as pessoas interagem e com a forma de divulgar nas mídias sociais.

Em segundo lugar, a visão baseada na segmentação e na interatividade por vídeos e chats em grupo da nova rede social promete abrir novas possibilidades para empresas, especialmente no que diz respeito à publicidade direcionada a grupos específicos de consumidores e a conteúdo em vídeo, como campanhas virais e teasers inovadores que atraiam pessoas para sua página, ou para o seu negócio.

Por fim, é bom ficar atento às mudanças, para seguir as tendências da Web. Com a chegada do Google+, mesmo com o Google negando veementemente, o Orkut está com seus dias contados e o Facebook tem seu domínio ameaçado.

No fim das contas, acompanhar as tendências é preciso!