segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Crise na Economia Real: a solução é política?


Definitivamente sim! No caso brasileiro, as crenças que embasam a estratégia adotada refletem raciocínios do tipo: menos gastos do governo nos trarão, como uma conseqüência não tão direta, juros menores.

Ora, e por que nos preocupamos com isso? Porque decisões políticas têm impacto nas decisões de compra das pessoas. Você vende algo? Produtos e serviços e suas respectivas demandas dependem dessas chatíssimas decisões políticas. A credibilidade e a confiança das pessoas dependem também de um Ministro da Fazenda com cara de confiável e de plenamente capaz de proteger as decisões de compra das pessoas. Capaz de manter a roda girando...

Nesse mundo de integração constante, de várias redes, de comunidades e de uma sociedade global o efeito borboleta ganha novas dimensões. 

No fim das contas, integrar é preciso, e se informar também.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Minha Própria Rede Social: um sonho (im)possível?


Ao longo das últimas semanas, a Equipe Réseau tem apresentado aqui no blog os vários capítulos da batalha entre Google e Facebook pela hegemonia no universo das redes sociais. Diante dos fatos recentes, a única constatação é a de que, por mais que esta batalha ainda esteja longe do fim, o Facebook não sentiu de forma significativa a entrada do Google+, principalmente na internet brasileira.

O titulo da postagem de hoje, porém, vai além de ser uma simples provocação. Ora, se entre as gigantes da tecnologia a briga é emblemática e cheia de particularidades, seria possível que você, pequeno empresário ou simples pessoa física, criasse a sua própria rede social, fazendo dela um sucesso de público e bilheteria? A inspiração para o tema de hoje vem da matéria veiculada na revista INFO, que mostra exemplos de empresários que criaram suas próprias redes sociais, e estão fazendo o maior sucesso.

Qual o segredo delas?

A Equipe Réseau visitou cada um desses sites e, analisando detalhadamente como funcionam, chegou às seguintes conclusões, e divide tudo com você:
  1. Público extremamente segmentado: enquanto Facebook e Google brigam pela liderança nas grandes plataformas de redes sociais, as pequenas centralizam a munição em (inicialmente) pequenos nichos de mercado, como viajantes e amantes da cozinha prática, de modo que concentrem a participação dessas pessoas num ambiente seleto e atrativo;
  2. Serviços de alto valor agregado: não se trata, a priori, da venda de nenhum produto ou serviço, mas da troca de conhecimentos e experiências, elemento de altíssimo valor agregado na economia do conhecimento. Saber se determinado livro é bom (ou não) pela opinião de dezenas de leitores iguais a você é muito mais interessante e agregador do que a opinião de apenas um crítico de literatura;
  3. Modelo de negócio baseado em publicidade: como os espaços não são destinados à venda de produtos e/ou serviços, a fórmula que os donos dessas plataformas encontraram para ganhar dinheiro foi investir na publicidade. Nessas plataformas, empresas especializadas nestes segmentos de mercado, que veem naquela comunidade seleta o público-alvo de seus negócios, divulgam suas mensagens publicitárias, tentando aproximar seus produtos do conhecimento ali compartilhado;
  4. Integração a outras redes sociais: aqui, o conceito de interoperabilidade é efetivamente aplicado. Todas as plataformas analisadas possuem páginas e widgets que fazem a vinculação com Facebook, Twitter, e mesmo Orkut, de forma a integrar seus conteúdos e estarem disponíveis aos participantes das várias redes sociais existentes;
  5. Programação web profissional: por mais que existam plataformas que permitam a criação de sua própria rede social na web, como o Ning™, todas as plataformas criadas pelas empresas analisadas na reportagem utilizaram soluções próprias. Isso significa que o investimento em programação foi relativamente significativo, a ponto de fornecer graus de personalização necessários para tornar as plataformas atrativas a seus potenciais colaboradores.


Esperamos que, com essas dicas, você descubra o nicho de mercado mais adequado para desbravar, e construa uma solução inovadora que se destaque no universo das redes sociais.

Porque, no fim das contas, desbravar é preciso!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Exclusão Digital, ou Estratégia?

O boom das redes sociais nos últimos anos nos leva a acreditar que todas as pessoas e empresas já estão conectadas à Internet e, principalmente, às redes sociais. Porém, apesar do notável crescimento do acesso à Web, ainda há muitas pessoas e organizações que não fazem parte do mundo virtual, especialmente, do universo das redes sociais.

Nesse sentido, torna-se pertinente questionar a razão pela qual pessoas e organizações anda se comportam como excluídos digitais. Seria uma opção estratégica, ou falta de oportunidade?

Em se tratando de pessoas, muitas delas não estão nas redes sociais por não saber lidar com a ferramenta, ou por acreditar que esse meio de comunicação e interatividade não contribui para sua melhoria de qualidade de vida. Em relação às organizações, o ponto crucial é a falta de conhecimento do poder das ferramentas de gestão em redes sociais, ou a simples descrença de que os relacionamentos criados nessas redes possam contribuir, de alguma forma, para o crescimento da empresa.

Do ponto de vista dos negócios, há alguns quesitos que devem ser levados em consideração quando se trata da não adoção das empresa às redes sociais, a saber:

  1. Apesar da disseminação das redes sociais no Brasil, nos últimos anos, muitas empresas anda tem receio quanto ao efeito positivo de sua inserção nesse tipo de mídia social;
  2. Muitas empresas ainda não possuem mão-de-obra qualificada para lidar com as redes sociais;
  3. Há uma demanda de tempo e dedicação à postagem e ao monitoramento de conteúdo atualizado nas diversas páginas da empresa nas redes sociais;
  4. Apesar da existência de ferramentas que proveem relatórios detalhados, ainda é difícil mensurar o retorno gerado pela presença das marcas e o monitoramento do comportamento do consumidor em redes sociais.
Diante do exposto, entende-se, portanto, que ainda há muita insegurança na hora de incluir as empresas nas redes sociais. Mas como explicar o sucesso das empresas que já aderiram a essa nova onda?

De fato, muitas organizações que se anteciparam às tendências, fazem sucesso nas redes sociais e, consequentemente, no mundo da Internet. Esse efeito positivo não surge por acaso. O sucesso das organizações nas redes sociais está associado a uma estratégia muito bem desenhada, cuja essência está na criação de uma identidade alinhada com a estratégia geral da organização, bem como a detalhes operacionais, como a postagem de conteúdo atualizado, frequente e relacionado com o objetivo estratégico traçado para a presença nas redes sociais.

Nesse sentido, entende-se que as empresas relutantes a sua presença nas redes sociais podem não ser simplesmente excluídas digitais, apesar de ser este o caso da grande maioria das organizações alheias ao mundo da Internet. Pode haver ainda a ausência da estratégia adequada para que sua inserção nesse vasto mundo obtenha algum sucesso.

Sendo assim, na ausência de uma estratégia definida, ou da disposição e de mão-de-obra adequada para gerenciar ações de redes sociais, é preferível que a exclusão se torne estratégica e sejam utilizados outros meios para promoção da empresa, que não comprometam sua imagem diante dos consumidores e clientes na Web.

Isto posto, ter visão estratégica é preciso!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Interoperabilidade entre Redes Sociais: será possível?

Em uma das discussões que a Equipe Réseau promoveu a respeito do papel que o Google+ teria no universo das redes sociais, e se realmente o Facebook sentiria o impacto da entrada deste novo player, surgiu um questionamento interessante, e que gostaríamos de dividir com você: seria possível, em algum momento futuro, haver uma interoperabilidade entre as redes sociais?

O raciocínio, num primeiro momento, pode parecer um tanto absurdo: ver pessoas interagindo via seus perfis no Facebook com amigos que possuam Orkut, Google+ ou qualquer outra rede que venha aparecer nos próximos anos. Porém, o raciocínio que fundamenta a pergunta faz sentido, se analisarmos com a mente um pouco mais aberta. Até pouco tempo atrás, as máquinas de cartão de crédito (também conhecidas como POS - Point Of Sale) só aceitavam cartões administrados pela própria rede, num modelo que se perpetuava há mais de 40 anos. 

Modelo esse que usava duas frentes para alcançar um diferencial competitivo: de um lado, quanto mais clientes a bandeira tivesse, maior seria o interesse dos lojistas, que saberiam que seus estabelecimentos ganhariam com o fluxo de clientes; de outro, quanto mais lojistas a bandeira tivesse, maior seria o interesse dos clientes, que veriam a utilidade prática daquele pedaço de plástico que portavam consigo. O resultado desse modelo era evidente: clientes com vários cartões (para não serem pegos desprevenidos), e lojistas com várias máquinas POS (para não perderem oportunidades de vendas). Foi por determinação do Banco Central que esse padrão mudou, e hoje a disputa é justamente para que se defina qual o cartão mais vantajoso para o cliente e qual a máquina POS mais vantajosa para o lojista. 

Outro exemplo clássico de interoperabilidade é o dos telefones celulares. O que faz destes aparelhos um dos pilares da revolução tecnológica que vivemos é justamente o fato de que, com um aparelho de uma operadora, podemos ligar para todas as outras móveis, fixas, deste ou de outro país. Neste modelo de negócio, a escolha do cliente se deve pelo julgamento de quais serviços são mais adequados ao seu perfil, podendo esse cliente escolher manter uma assinatura em uma ou mais operadoras.

É claro que as redes sociais ainda estão em processo de consolidação, e muita coisa pode acontecer até que um fenômeno como esse possa ocorrer. Em todo o caso, deixamos para você um vídeo que trata do assunto, mais pela perspectiva da fusão entre as redes do que pela interoperabilidade em si:


No fim das contas, imaginar é preciso!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Existiria o "Midas Técnico"?

Há quem acredite que a dimensão técnica pode ser separada da dimensão política. Outros reforçam essa ideia mesmo sem acreditar nela. Repetem a crença midiática de que alguém com um perfil técnico pode ocupar um cargo vago por ministro acusado de corrupção. E assim, com um toque do "Midas Técnico", esse substituto imunizaria o ministério, livrando-o de todos os crimes contra a Administração Pública que lá ocorriam.


Vimos aqui que a corrupção permeia espaços em todo o sistema hierárquico público. E também que vencê-la nem sempre faz parte do interesse comum. E por que ela não estaria também nos aspectos técnicos? Ora, nesse mundo de argumentos numéricos irrefutáveis e de correntes teóricas contrárias entre si fica fácil adaptar o discurso técnico ao discurso político, ou vice versa. Uma dimensão pode servir à outra sem complicações, mediadas por seres humanos que são, sempre, sujeitos com interesses. E mais, isso pode ocorrer de modo dissociado da existência de fins corruptos.


Nesse caminho, instituições acadêmicas e fundações de pesquisa atuam com fins políticos. Linhas de pesquisa são determinadas também por interesses políticos. No limite, as vagas de acesso a doutorados, mestrados e demais programas de pesquisa também se sujeitam a interesses políticos.


E você, Empresário, sabe que consultorias e, como demonstram alguns escândalos, até empresas de auditoria, funcionam no mesmo sentido. Então, por que esperar que nas organizações públicas seria diferente?


Mudanças são necessárias. Mas antes delas precisamos de um diagnóstico completo, com menos viés, e, essencialmente, menos ingenuidade quanto à dinâmica do serviço público.