segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Trend Topics: o IBOPE das Redes Sociais

Em tempos de redes sociais cada vez mais presentes no nosso quotidiano, nada mais natural que alguns comportamentos e termos utilizados por nós no mundo real sejam transpostos para o universo virtual. Hoje, o assunto de nossa discussão é a medição de audiência, uma informação vital para as empresas, já que simboliza o interesse direto da população por determinada entidade, podendo viabilizar ou mesmo aniquilar empresas e negócios.

No Brasil, quando se fala de audiência de programas de rádio e TV, o índice mais famoso é o elaborado pelo IBOPE desde a década de 1940. Tanto é que falar de IBOPE, por si só, já é sinônimo de audiência, sendo um termo utilizado mesmo fora dos ambientes profissionais como expressão popular. Quem não já se sentiu "com o IBOPE em baixa" em algum momento da vida?

O mundo das redes sociais, por sua vez, tem nos Trend Topics (especialmente do Twitter) o principal termômetro da audiência. É comum ver notícias na internet que remetem ao fato de que determinado evento ou fenômeno tornou-se um dos tópicos mais comentados no Brasil e no mundo (detalhe: o Brasil é um país que constantemente produz Trend Topics mundiais). Apesar de qualquer palavra ou expressão poder entrar para a lista dos tópicos mais comentados, o mais comum é o uso de hashtags, aquelas seguidas do #. Algumas regrinhas até já foram divulgadas pela internet mostrando como elaborar hashtags eficientes e propagáveis; porém, mesmo com o uso correto deste dispositivo, não se pode garantir que determinado assunto torne-se um Trend Topic

O que dizer, então, de uma marca corporativa, ou mesmo de um produto ou serviço?

Diferentemente do uso mercadológico que as ferramentas AdWords ou AdSense promovem nos ambientes dos sites de busca (neste caso, especificamente do Google), ainda não é possível fabricar Trend Topics de maneira eficiente. Afinal de contas, pode-se fabricar propaganda, mas não se fabrica audiência. 

Quer dizer que não é possível transformar minha marca num Trend Topic?

Por mais desapontador que isso possa parecer, a maneira mais fácil de aparecer nas redes sociais é fazendo bobagem. No caso das empresas, estamos falando de problemas de fornecimento, mau atendimento ou notícias negativas. E isso, certamente, nenhum empresário gosta de ver associado à sua marca. Trata-se do velho princípio de que o silêncio do consumidor, em marketing, pode ser encarado como algo positivo. 

Em todo o caso, se uma empresa deseja ter seu nome na lista dos mais vistos pelos internautas, de modo a, incrementar sua estratégia de comunicação de marketing, é necessário que esta estratégia seja desenvolvida de modo que vá além das próprias redes sociais. Afinal de contas, as pessoas gostam e disseminam ideias, fatos e eventos interessantes, independente de onde eles tenham surgido ou ocorrido. Em  textos anteriores, já discutimos como os meios de comunicação novos e tradicionais estão fortemente ligados, e o resultado é amplamente demonstrado na internet.

No fim das contas, pensar na estratégia é preciso!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Pomada, as Corujas, e a Rede...

3612 seguidores no Twitter e 33.625 membros na fan-page do Facebook: números aparentemente inexpressivos para uma grande iniciativa nas redes sociais, se não fossem os números muito maiores que estão escondidos: até o fechamento deste post, eram 168.700 bebês cadastrados, o que significa um contingente de 337.400 pais e mães-corujas divulgando seus pimpolhos candidatos nas redes sociais, o que significa o envolvimento indireto que chega à casa dos milhões. Estes são os números da campanha Bebê Hipoglós 2011, que premiará com 10 mil reais o bebê mais votado da rede, e colocará a criança escolhida em posição de destaque na mídia: será o bebê mais votado da internet brasileira, um orgulho para qualquer papai e mamãe (de primeira viagem ou não)!

Onde está o segredo para tanto envolvimento?

Sozinhos, os números desta campanha já são impressionantes. Se compararmos com os números da primeira edição da campanha (70 mil bebês inscritos), ocorrida em 2006, ficaremos mais impressionados. Mas, o que dizer quando se trata de uma marca que está no mercado há 72 anos, dos quais 57 sem fazer grandes investimentos em propaganda, confiando apenas na tradição passada entre gerações? 

Não são todas as marcas que possuem toda essa capacidade de vinculação emocional com as pessoas. Ainda por cima em um mundo onde todos os dias dezenas de novas marcas entram no mercado, disputando a atenção de clientes e consumidores. Desta forma, fica claro que as redes sociais fazem a diferença, mas que, se sua empresa tiver um nome consolidado no mercado, o impacto será bem maior.

No fim das contas, trabalhar a própria marca é preciso!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Feriado da Proclamação da República

Em virtude do feriado da Proclamação da República, não teremos publicação nesta segunda-feira.

Voltaremos na semana que vem.

Bom feriado!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais engajados, mais cultos e mais bem-humorados: a sociedade perfeita das redes sociais.

Se, no lema dos jogos olímpicos, a expressão "citius, altius, fortius" (mais rápido, mais alto, mais forte) representava uma das formas de conceber o ideal de ser humano desejado pela sociedade grega, não é leviano dizer que, na sociedade ocidental de hoje, o modelo de ideal de ser humano não deixa de contemplar valores como o engajamento social e político, a elevação cultural e, por último, mas não em menor grau, o senso de humor.

Todos queremos ser conhecidos como seres humanos exemplares, cultos e felizes, que esbanjam diuturnamente energia, sabedoria e bom humor. É claro que isso não é uma constante na nossa vida, nem tudo acontece simultaneamente, mas aí é que está a força do ideal: fazer o praticamente impossível, possível. É nessa perspectiva que se multiplicam nas redes sociais os convites para jogos, as correntes de solidariedade, além das várias tirinhas com trollagens e piadas dos mais variados temas.

Essa "sociedade ideal", que se forma nas redes sociais, não admite que você simplesmente não esteja disposto a jogar, a compartilhar, a se engajar... Aquele que não aceita uma solicitação de jogo, não compartilha uma corrente (a célebre frase "se você gostou, compartilhe" não é a essência de uma corrente?), ou simplesmente não curte aquela imagem extremamente engraçada, é visto como chato, antissocial ou simplesmente sem senso de humor.

Será neste mundo de mensagens incômodas que as mensagens das empresas vão começar a se infiltrar? Que pontos as empresas devem ter em mente na hora de se comunicar com seus atuais e potencias clientes?

No fim das contas, ser crítico é preciso!